<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171</id><updated>2012-02-16T11:22:51.594Z</updated><category term='ue'/><title type='text'>Reflexo do Imaginário</title><subtitle type='html'>Por aí. Onde se cruzam amores e desamores. E perfumes, pulseiras. E lábios se tocam.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>151</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3655459776619484664</id><published>2012-01-19T17:22:00.004Z</published><updated>2012-01-19T17:39:47.730Z</updated><title type='text'>Pedra basilar</title><content type='html'>Era um dia como qualquer outro. Ou melhor, um sábado como qualquer outro. Tinham almoçado e iam todos juntos à praia. O pai foi buscar o carro à garagem - como fazia todos os dias. O mais velho entrou para o carro, a mãe ficou a fechar a porta à chave. O mais pequeno, como sempre nos últimos meses, estava na fase das corridas e perseguições. Mas, naquele dia, ao contrário dos outros todos, fez aquilo que as crianças tantas vezes fazem: distraiu-se. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num adeus prematuro. Naquela noite, uma expressão contou-me aquela história em três segundos. Cantava para todos os que o queriam ouvir, e perceber. Compreender. Naquela noite, cantava para ele, com uma voz que chegava lá acima. Pensava naquele sábado, igual a todos os outros, que acabou de forma trágica. Mas olhou para ela - 'uma força da natureza' pensou ele tantos dias antes de adormecer - e sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os anos passaram. Ninguém saberá tão bem como ele o que lhe passa pela cabeça quando canta com tamanha vontade. Podia derrubar ventos. Ninguém pode se quer começar  a imaginar. Foram segundos. Que mudaram vidas. Canta para que lhe agradecer o amor. E aquela voz esta para além de todas as corridas e perseguições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, se ele o pudesse ouvir, não haveria como se distrair. Ele pensa nisso todos os dias. E nela, da urgência de lhe sentir a respiração antes de adormecer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3655459776619484664?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3655459776619484664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3655459776619484664' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3655459776619484664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3655459776619484664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2012/01/pedra-basilar.html' title='Pedra basilar'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8797705516463281383</id><published>2011-11-23T23:24:00.003Z</published><updated>2011-11-23T23:34:29.904Z</updated><title type='text'>É só mais uma.</title><content type='html'>Os olhos estão carregados de olheiras. "Mais pequenos do que o habitual", dizem-lhe. E não é aquele cansaço psicológico a que ela se habituou e com o qual convive sem problemas. Desta vez, o corpo está magoado. Pede descanso, grita, mas ela decidiu que não vai ceder.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não. É como resignar-se. Não vem no dicionário que foi contruindo ao longo dos anos e muito menos faz parte das entradas incluídas no novo acordo ortográfico. &lt;i&gt;Rewind, one step back&lt;/i&gt;. Como começa, como acaba. Numa qualquer composição de sons e de melodias breves que se pôs a ouvir de manhã, quando olhava para as árvores quase sem folhas e sentia na pele a humidade do nevoeiro. Franzia a testa, aconchegava-se no robe e voltava para dentro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, mas só por hoje, enfia a cabeça na almofada e espera que ele a acorde com um beijo. As olheiras não vão desaparecer, ela sabe. O cansaço muito menos. Está consciente disso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Basta-lhe o beijo. Porque, às vezes, é o suficiente para mandar embora o cansaço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem depressa, pede ela. Só por hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8797705516463281383?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8797705516463281383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8797705516463281383' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8797705516463281383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8797705516463281383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/11/e-so-mais-uma.html' title='É só mais uma.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4043581334159794733</id><published>2011-11-08T18:13:00.004Z</published><updated>2011-11-08T18:31:51.574Z</updated><title type='text'>Da sensação de estar</title><content type='html'>Hoje, Londres faz jus à fama. O céu cinzento, neblina carregada, o cheiro do alcatrão húmido na rua. Decidi sair de casa, pôr fim à preguiça de um dia dedicado inteiramente a tratar de mim. &lt;div&gt;No chão, as folhas queimadas, laranjas. As rajadas de vento levam-nas sem piedade para qualquer outro canto da cidade. Até serem varridas para dentro de um qualquer contentor, com ainda menos piedade. E com elas, o Outono começa também a dizer adeus. Mas não para já.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrei na coffee shop do meu quarteirão, uma pequena salinha amorosa, com sofás, jornais e pormenores deliciosos. Ah, e uma música que nos faz sentir em casa. Não sentia isto desde que cheguei. O aconchego, o estar de ombros relaxados a procurar palavras em folhas de papel cinzentas e usadas por todos aqueles que aqui passaram hoje e que também procuraram as suas próprias palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o que me apetecia fazer agora? Chorar. Estranho, não é? Como o estado de espírito muda tão rapidamente de um dia para o outro: ontem apetecia-me chorar com saudades, acentuadas por uma dor no pescoço que me deixou vulnerável. Hoje, sentada neste café, com as persianas semi-abertas, olho lá para fora (já noite cerrada) e observo os faróis dos carros, as rodas das bicicletas, as pessoas que percorrem os passeios. Hoje, sinto-me bem. Revitalizada. O choro é fruto de qualquer outra coisa que não tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se me perguntarem porquê? Tentei procurar as palavras, mas não as encontrei. Sei que me senti assim, no preciso momento em que me sentei no sofá e me transportei para outro sítio qualquer. Acho que foi da música, das velas, das cadeiras, das mesas, do conforto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andava à minha procura aqui. E encontrei-me. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo lá fora? Nem dei por ele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode dar-se que me esteja a apaixonar por ti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daqui a seis meses voltamos a conversar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4043581334159794733?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4043581334159794733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4043581334159794733' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4043581334159794733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4043581334159794733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/11/da-sensacao-de-estar.html' title='Da sensação de estar'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5110631372399294233</id><published>2011-10-29T12:22:00.003+01:00</published><updated>2011-10-29T12:34:04.981+01:00</updated><title type='text'>De autocarro</title><content type='html'>Viagem de regresso num qualquer autocarro londrino. &lt;div&gt;Escolho não subir as escadas e sento-me à janela, mais perto da rua e dos cheiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem-me "estás a ser demasiado exigente" e penso que se calhar até estou e não dou por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que devia deixar que me agarrassem e levassem para qualquer outro lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas depois, no final de um dia de trabalho, encontro-te.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No autocarro, senta-se agora um homem perdido no mundo do álcool. Os cabelos brancos e o olhar vazio. Fala sozinho, adormece, quase que se encosta ao meu ombro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas só consigo pensar que nem sempre é mau gostarmos das coisas difíceis e complicadas. Dá mais trabalho, implica mais determinação. Só consigo pensar que até te acho piada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que podias ser um desafio. (Não estou a pensar em como ele daria tudo para me adormecer. Não estou a pensar nisso, porque é fácil).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quando abro a porta de casa, inevitavelmente, o vazio passa para mim. Trouxe um bocadinho de ti comigo naquela noite, mas não o suficiente. Sim, é mais aliciante quando as coisas se tornam complicadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5110631372399294233?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5110631372399294233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5110631372399294233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5110631372399294233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5110631372399294233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/10/de-autocarro.html' title='De autocarro'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3021124419440896350</id><published>2011-10-27T00:58:00.003+01:00</published><updated>2011-10-27T01:13:32.717+01:00</updated><title type='text'>Daqui para aí</title><content type='html'>Hoje, estou em modo "podia estar aí".&lt;div&gt;Quero escrever sobre as ruas de Londres, sobre o meu bairro e o mercado de fruta. Quero escrever que a palavra que mais oiço durante o dia é "sorry" porque há sempre alguém que vai contra alguém. Quero contar sobre a forma como, tal e qual uma criança que descobre um novo brinquedo, olho em volta para descobrir um pormenor, e outro, e outro. E nunca tem fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero falar sobre o sol que ainda não se escondeu. Sobre os 30 graus que fizeram quando eu quase só trouxe roupa de Inverno. Falar sobre as raposas que passeiam ao pé do meu prédio, sobre os pombos que se escondem nas janelas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero escrever sobre a minha casa nova, o meu cantinho. Quero escrever sobre os meus recantos e os meus novos refúgios, sobre como aprendemos a (re)começar. Sobre como aprendemos a valorizar as pequenas coisas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero escrever sobre o rio, o cheiro do rio. Que não é o meu, mas que ajuda a matar saudades. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero escrever sobre o novo trabalho, que nada tem a ver com jornalismo. Quero explicar que trabalhar num restaurante nos pode dar mais qualquer coisa. Uma aprendizagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero conseguir explicar como a informação corre a uma velocidade estonteante. E quero escrever que me fazia falta este estímulo, esta vontade de querer mais. De mostrar que sou capaz. Quero escrever sobre isso. Mas não vai ser hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Procrastination. Maldita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu pensava que era um mal daí. Mas também é daqui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É muita coisa a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu quero escrever sobre tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora, fiquei sem tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3021124419440896350?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3021124419440896350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3021124419440896350' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3021124419440896350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3021124419440896350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/10/daqui-para-ai.html' title='Daqui para aí'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-9139226627526876382</id><published>2011-09-01T23:51:00.005+01:00</published><updated>2011-09-02T00:26:44.146+01:00</updated><title type='text'>As tuas sete colinas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembras-te quando te conheci e ficava sem ar? Quando chegava a casa cansada de mais um dia de trabalho e ficava chateada contigo porque não me davas mimos. Lembras-te quando ainda não conhecia os traços da tua personalidade? Quando me tentava habituar a ti. E é estranho, não é? Contigo foi sempre tudo ao contrário. Cansei-me de ti numa fase inicial, das subidas, das descidas, de uma inconstância que me deixava confusa, perdida. Tinha até a mania de que se voltasse para "casa" mais cedo, evitava ter de me chatear contigo frequentemente. E fugia para longe de ti. Descansava de ti. Achava que não te tinha dado tempo suficiente, mas sabia que tu gostavas mais de mim. O problema era meu e não teu, entendes? Um cliché que encaixa na perfeição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, com o passar dos meses encontrei em ti um refúgio meu. Um espaço que deixaste para mim e onde aprendi a conhecer-te. Comecei a decorar os teus horários, as tuas rotinas, os teus dias de mau humor e aqueles em que, surpreendentemente, me deixavas de queixo caído. Acompanhei-te. De sorriso na calçada, foste-me ensinando que sim. Que poderíamos dar certo, que até podia fazer sentido. Mas as relações são sempre assim: ainda não era definitivo. Decidi que ainda podíamos correr o risco. E fugi novamente. Não te olhei nos olhos, não provei do teu suor, não deixei que me abraçasses. Mas aí, nesses meses, senti a tua falta. Aquele aperto no peito. Inicial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando dei por mim, já te conhecia há demasiado tempo. Tinhas observado, em silêncio, todos os meus desvarios. Nunca disseste nada. Querias-me só para ti e nunca disseste nada. A mim, agradava-me a ideia de me quereres só porque sim. Durante oito anos abraçaste-me todas as noites. Tu, o teu calor ou o teu frio. Confesso que gostava mais dos dias em que tinha de me agarrar a uma colcha de lã porque me congelavas. Havia dias assim. E, que raio, tu sabes o quanto eu gosto desses dias, não sabes? É deles que me vou lembrar nesta nova aventura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As noites de calor, aquelas em que me deixavas percorrer o teu corpo, entre subidas e descidas; aquelas em que me deixaste ficar a olhar para ti num qualquer miradouro sem nada dizer. Já te disse também que prefiro o da Nossa Senhora do Monte, não já? Foi sempre aí que te mostrei, cheia de orgulho. E foi sempre aí que vi o brilho nos olhos dos outros. Um brilho de quem percebe a paixão. E o sol, essa luz que vem de ti. Essa luminosidade que se vê em roupa velha estendida nos estendais que acolhes nas tuas sete colinas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isto. Queria dizer-te que vou sentir a falta da tua luz. Do teu sobe e desce. Da tua pele enrugada pelo tempo, dos teus caminhos que desprezam os saltos altos, dos teus carris escorregadios e traiçoeiros, do teu rio. Posso dizer do nosso rio? A nossa ponte, a antiga - porque não gosto da nova. Gosto do teu sabor, aquele da marginal, sabes? Sou viciada nesse sabor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou ter de partir, mas desta vez, não estou a fugir. Quero-te mais. Quero-te muito. Queres-me a mim. Quando voltar, reencontramo-nos. Guarda-me um pouco do teu sabor. Vou querer senti-lo quando voltar. E, se te lembrares, quando me fores buscar, leva Amália contigo. Por tua causa, ou por causa dela, vou mais leve. Nesse fado. Nessa boleia. Não vou acabar a dizer o teu nome. Isso sim seria cliché.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guarda-te para mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[E digo-te porquê: tenho borboletas na barriga]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-9139226627526876382?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/9139226627526876382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=9139226627526876382' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/9139226627526876382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/9139226627526876382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/09/as-tuas-sete-colinas.html' title='As tuas sete colinas'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7580692791643562415</id><published>2011-07-28T13:52:00.002+01:00</published><updated>2011-07-28T14:11:43.343+01:00</updated><title type='text'>É para amanhã</title><content type='html'>Segredou-lhe ao ouvido. Ela sorriu.&lt;br /&gt;O palco ficava para as letras das músicas em modo de banda sonora.&lt;br /&gt;Não queria uma homenagem, nem uma declaração de amor. Que não é disso que se trata.&lt;br /&gt;Segredou-lhe ao ouvido. Ela beijou-o.&lt;br /&gt;Inflamas-me. Percorreu-lhe o corpo. Mordeu-lhe a orelha.&lt;br /&gt;Ele comprou-lhe um gelado. Aquele que ela gostava. Ela sorriu. Sorriu-lhe.&lt;br /&gt;Percorreu-lhe o corpo. Mordeu-lhe o pescoço. Beijou-lhe o ombro moreno do sol.&lt;br /&gt;E no fim, um beijo a correr.&lt;br /&gt;Amanhã há mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7580692791643562415?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7580692791643562415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7580692791643562415' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7580692791643562415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7580692791643562415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/07/e-para-amanha.html' title='É para amanhã'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6324542941544735226</id><published>2011-06-22T11:52:00.003+01:00</published><updated>2011-06-22T12:02:35.239+01:00</updated><title type='text'>Pela noite dentro</title><content type='html'>Ainda não tinha começado o Verão, mas o dia amanheceu quente. A escaldar, depois de uma noite enfiada em bares dançantes, rodeada de sombras escuras, conversas que ficavam a meio - com sorrisos de quem não percebia o que lhe diziam -, e copos meio cheios. Ou meio vazios.&lt;br /&gt;Ouviu dizer, "as pelas morenas, o calor, as pessoas transpiram sexo", e riu-se. Como quem entende na perfeição o sentimento, e balança as ancas, aproveitando o movimento para seduzi-lo. Não por ele, por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, houve movimentos de bailarina em cima de carros, suspiros encostados a portas de moradores de uma qualquer rua que vai da zona dos bares ao local onde se encontram os táxis. Corrijo: ao local até onde caminharam. Depois de carros, portas, olhares suspeitos, indefinição e hesitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali parecia não haver problema algum. Ela queria. Mas deixou-o em casa, apesar da vontade. E, depois de ter dormido aqueles breves instantes, ele bateu-lhe à porta, sôfrego de calor. E fizeram o dia nascer, aquele que ainda não era de Verão. Mas que tinha todo o ritmo de uma noite calor intenso. As pelas morenas. E mais ela não disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6324542941544735226?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6324542941544735226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6324542941544735226' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6324542941544735226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6324542941544735226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/06/pela-noite-dentro.html' title='Pela noite dentro'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-666475366311316395</id><published>2011-06-09T14:25:00.002+01:00</published><updated>2011-06-09T14:28:44.704+01:00</updated><title type='text'>Balão</title><content type='html'>vou impôr um stop a este vaivém de sobes e desces.&lt;br /&gt;de querer muito e não querer nada.&lt;br /&gt;a partir de agora, passo a mentir-te. a mentir-me.&lt;br /&gt;ela ia querer isso, como quem sente a água fria da primeira onda perto da barriga.&lt;br /&gt;essa sensação de ir ou ficar.&lt;br /&gt;este binómio constante de inseguranças admitidas entre segredos invioláveis.&lt;br /&gt;vou-te impôr restrições.&lt;br /&gt;a partir de agora, só quero subir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-666475366311316395?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/666475366311316395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=666475366311316395' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/666475366311316395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/666475366311316395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/06/balao.html' title='Balão'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-641965539566528788</id><published>2011-05-23T22:15:00.003+01:00</published><updated>2011-05-23T22:32:24.247+01:00</updated><title type='text'>"Boliiiiiinhos fresquiiiiinhos"</title><content type='html'>&lt;div&gt;Via-te passar na praia, na única a que chamo minha, desde que me conheço como gente. De pele bronzeada, não desculpa, queimada pelo sol. Dos quilómetros de areia que percorrias, com os pés enterrados e as calças puxadas para cima, para não teres tanto calor. Uma caixa metálica com três tabuleiros, nos quais dividias os bolos por tipo, não sei bem qual era o critério. Mas tu devias seguir uma lógica. De boné branco, que te protegia uma parte da cara, entoavas "boliiiiiinhooos fresquiiiiiiinhos". Repetias sem manifestar qualquer tipo de cansaço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As tuas mãos, calejadas de carregar aquele caixa todos os verões, estavam ainda mais pretas do que o teu corpo. Nunca me lembro de te ver menos escuro, mesmo que o verão estivesse no início. Deixavas a barba por fazer e, quando os bolos acabavam, depois de quilómetros e quilómetros de areia, depois de crianças pequenas que te enchiam a caixa dos bolos com areia - sim, &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt; no que a isso diz respeito -, depois de contares trocos cada vez que se levantava um braço em tom de comando, depois de toda essa agitação, sentavas-te no passeio, com os pés na areia. E ficavas ali, sozinho com os teus pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu, que te enchia a caixa dos bolos com areia; eu, que preferia um palmier simples a uma bola de berlim - hoje já seria diferente -; eu, que quando era pequena te sorria e já adolescente te tratava com respeito; eu, que pensava, tantas vezes, que o teu trabalho era dos mais difíceis do Mundo. Foste envelhecendo e passaste a coxear. "Boliiiiiiinhooos fresquiiiiiinhos", continuavas a repetir em alto e bom som. Um dia, num daqueles verões em eu regressava, de férias, à minha praia, tu não apareceste. Disseram-me que tinhas sido levado por um comboio. Sempre achei que foi a maneira mais suave para me dizerem que tinhas morrido de uma daquelas doenças que hoje matam toda a gente mais velha. Quis acreditar que o comboio era um rumor, porque, a ser verdade, tinhas de ter aparecido no jornal. Eras parte daquela praia, daqueles meses de férias. Tinhas de ter aparecido no jornal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De vez em quando, na praia, numa qualquer que já não tem de ser a minha, parece que te oiço "boliiiiiiinhooos fresquiiiiiiinhos". Levanto a cabeça, olha em redor, mas não te vejo. Sei que não te vou ver mais, mas não deixo de te procurar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-641965539566528788?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/641965539566528788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=641965539566528788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/641965539566528788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/641965539566528788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/05/boliiiiiinhos-fresquiiiiinhos.html' title='&quot;Boliiiiiinhos fresquiiiiinhos&quot;'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3413192087471391005</id><published>2011-05-21T21:09:00.002+01:00</published><updated>2011-05-21T21:09:58.657+01:00</updated><title type='text'>Dança de final de tarde</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(61, 129, 238); line-height: 20px; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Estão ali à beira-mar. Rodeados de tanta gente, mas não lhes faz qualquer diferença.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Olham-se nos olhos e agarram-se, enquanto os corpos balançam ao ritmo da música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;A música deles, porque não há nenhum rádio a tocar, nem telemóvel com vídeos no Youtube.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Ela tem umas cuecas de biquini brancas e um top com cor de samba. Ele tem uns calções de praiavermelhos. Mas esses pormenores acabam por ser irrelevantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Ela segue-lhe os passos e está colada a ele, mas a tocar-lhe apenas ao de leve. Balança as ancas e o rabo mexe-se ao som da música. Ele aprecia-a de cima a baixo, decora-lhe os movimentos que acabam nos pés irrequietos. Repito, estão na praia rodeados de tanta gente, mas só ali estão eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Final de tarde, à beira-mar, o sol a bater-lhes nos corpos e uma melodia que encanta os mais curiosos. É uma fixação, porque quem entra naquela música, fica viciado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Ela tem uns cabelos compridos, loiros. É magra, sem exageros, e dança pela vida. Tem um sorriso perspicaz. Está a seduzi-lo e ele gosta. Gosta daquele jogo do gato e do rato. E sorri enquanto a agarra em versão tango para quase beijá-la. Quase porque, desta vez, é ele que foge. E que sorri novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;E aqueles movimentos, aquele &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;swing&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;, aquele acto de sedução em plena praia, faz prever uma noite quente. Porque eles têm saudades do Brasil. E o calor faz-lhes falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3413192087471391005?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3413192087471391005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3413192087471391005' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3413192087471391005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3413192087471391005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/05/danca-de-final-de-tarde.html' title='Dança de final de tarde'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8769790523931001610</id><published>2011-05-20T14:16:00.003+01:00</published><updated>2011-05-20T14:29:48.288+01:00</updated><title type='text'>sem saída.</title><content type='html'>em estado de ansiedade. assim sem maiúsculas nem qualquer referência ao início, porque ela não queria começar, queria apenas estar. este apenas estar soava-lhe a suficiente, sem necessidade de uma espera desesperada.&lt;br /&gt;apetecia-lhe tocá-lo, sentir-lhe os ossos. não, não tem de ser o início de coisa nenhuma, já te disse. ela não gosta de estórias que começam e acabam. é um &lt;em&gt;flow&lt;/em&gt;. e dizer isto assim, de forma nua e sincera, desprendida, deveria ser o suficiente. é apenas estar.&lt;br /&gt;tens medo exactamente do quê?, perguntava-lhe ela. do outro lado, não havia resposta. isso não era suficiente para ela. ela queria apenas estar.&lt;br /&gt;é preciso repetir? estar.&lt;br /&gt;abrir a porta, decorar livros, molduras, pinturas, pedaços daquele mundo fechado a sete chaves que ele gostava de chamar refúgio. deixas-me entrar?, perguntou-lhe.&lt;br /&gt;ele disse, a medo, devagarinho, como quem receia uma intromissão, podes vir. mas devagar.&lt;br /&gt;ela repetiu, e repetiu, que só queria estar.&lt;br /&gt;o ficar era irrelevante.&lt;br /&gt;ele, novamente a medo, resolveu dizer-lhe, se entrares não vais conseguir sair.&lt;br /&gt;são estas as condições. aceitas?&lt;br /&gt;ela murmurou, aceito. é suficiente, reafirmou.&lt;br /&gt;e pensou, sem verbalizar, que talvez fosse demasiado confuso.&lt;br /&gt;mas bastava-lhe o estar. e isso, ele deu-lhe de mão beijada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8769790523931001610?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8769790523931001610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8769790523931001610' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8769790523931001610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8769790523931001610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/05/sem-saida_20.html' title='sem saída.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-479384041533425396</id><published>2011-05-16T00:34:00.003+01:00</published><updated>2011-05-16T00:50:24.991+01:00</updated><title type='text'>Engate</title><content type='html'>Ele procurou-a por aquelas ruas íngremes e desconhecidas. Roupas estendidas naqueles prédios antigos, roupas cheias de cor, roupas com sabor a vinho tinto, a suor e a corpos molhados.&lt;div&gt;Espreitou nas esquinas preenchidas com &lt;i&gt;graffitis&lt;/i&gt; que falam de política e de sonhos perdidos em promessas falsas e sempre exageradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele só a quer encontrar. Só lhe quer dizer, eu quero-te agora. Só a quer encostar contra a parede, aquela que tem &lt;i&gt;graffitis&lt;/i&gt;, e sentir-lhe o cheiro a perfume caro, aquele que a mãe lhe emprestou. Dar-lhe a mão e seguir com ela de braço dado. Decorar-lhe os sinais do corpo, para poder distingui-la de qualquer outra. E dos lábios, a respiração profunda, ofegante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por enquanto, é um sonho. Mas ele não quis escrever na parede. Não o quis tornar um sonho perdido. Porque ele sabe que ela o quer. E, um deste dias, vai encontrá-la. E pedir-lhe para que ela escreva o &lt;i&gt;graffiti&lt;/i&gt; deles. Numa árvore daquelas bem velhinhas de um parque de Lisboa. Só para o caso de regressarem. Porque gostam de ir, mas devoram o regresso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-479384041533425396?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/479384041533425396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=479384041533425396' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/479384041533425396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/479384041533425396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/05/engate.html' title='Engate'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4360414864987151058</id><published>2011-05-09T23:03:00.003+01:00</published><updated>2011-05-09T23:43:52.600+01:00</updated><title type='text'>Cruzamento</title><content type='html'>Ele disse que sim, que podia ser. Aceitou um pedido, entre aspas.&lt;div&gt;Iam-se procurando os dois em letras. Em palavras. Daquelas que provocam calafrios e os deixavam em permanente estado de loucura. Não lhe tinha dito adeus, porque a perspicácia dizia-lhe que ainda lhe podia dizer olá. Em letras pequenas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava a passear na Baixa. Porque lhe faz falta a proximidade daquela cidade durante o dia. Porque ainda não partiu e já sente um vazio provocado pela ausência, pelo vazio que vai ficar. Olhou para o lado e ele estava ali, numa qualquer banca de jornais, a ler as gordas. A consumir informação. Se bem se lembra, talvez estivesse mesmo a conversar com o indiano que vendia jornais. E bilhetes de metro aos turistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passou por ele, olhou, sorriu. Seguiu em frente. Ele sorriu de volta e ficou a fotografá-la com o olhar. Os cabelos compridos que escorregam nos ombros destapados. A pele morena, aquele tom de mel, mesmo antes de começar o Verão intenso. E ficou agarrado àquele gesto: a mão que passou ao de leve no cabelo, como quem o vai prender com um elástico, mas se arrepende no último segundo. Ficou ali preso. Deixou o indiano a falar sozinho por alguns segundos. Se lhe perguntassem, diria que tinham sido horas. Aquele maldito gesto. Que provocação, pensou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela olhou para trás e sorriu. Sorriso malandro como quem sabe o que acabou de fazer. Ele pensou, cabra, mas sorriu. Sorriu-lhe. Foi um adeus. E um até à próxima. Que tenho desejo de ti, pensou ela a morder o lábio inferior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4360414864987151058?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4360414864987151058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4360414864987151058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4360414864987151058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4360414864987151058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/05/cruzamento.html' title='Cruzamento'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8850452047208910811</id><published>2011-04-20T19:05:00.002+01:00</published><updated>2011-04-20T19:21:03.330+01:00</updated><title type='text'>Moldes</title><content type='html'>Moldaste-me assim.&lt;br /&gt;Deixei-me moldar também, é verdade.&lt;br /&gt;Agora, não há volta a dar.&lt;br /&gt;Olho para o lado, é tarde, bem tarde, e eles correm de mão dada para passar o sinal prestes a ficar vermelho. Sorriem. E não, não são jovens. De aparência, pelo menos.&lt;br /&gt;Porque correm com uma energia galopante. De quem enraízou aquele gesto.&lt;br /&gt;E quero aquilo. Sorrio também. Com eles e para eles.&lt;br /&gt;Apetece-me dizer adeus, mas eles correm muito depressa. Qualquer dia apanho-os.&lt;br /&gt;E, com a música bem alto, volto a mim.&lt;br /&gt;E ao que ficou.&lt;br /&gt;Moldada. E duvido que sirva para alguma coisa.&lt;br /&gt;Em pedaços de gelo. Que raio.&lt;br /&gt;E eu queria mesmo era correr como eles. E não esquecer, de mão dada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8850452047208910811?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8850452047208910811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8850452047208910811' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8850452047208910811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8850452047208910811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/04/moldes.html' title='Moldes'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3194695016309008370</id><published>2011-04-07T23:46:00.002+01:00</published><updated>2011-04-07T23:51:25.912+01:00</updated><title type='text'>Aviso à navegação.</title><content type='html'>Não me prendas por palavras novas.&lt;div&gt;Que viciam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Melhor, não me agarres com esse vaivém de brincadeiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou viciada em palavras. Em boas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda não sabes isso. Ou melhor, sabes. Já to disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas apenas uma vez. E a medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não fosse não corresponder à expectativa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ando à deriva. À procura do Norte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em fase experimental. Por isso, não arrisco demasiado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para te deixar que me conheças um pouco mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou levantar o véu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas entende, que é a medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez um dia percebes o porquê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou não talvez nunca o tenhas de perceber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um aviso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora que tenha uma bússula.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3194695016309008370?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3194695016309008370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3194695016309008370' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3194695016309008370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3194695016309008370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/04/aviso-navegacao.html' title='Aviso à navegação.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4016394104475256874</id><published>2011-03-21T00:03:00.003Z</published><updated>2011-03-21T00:20:14.393Z</updated><title type='text'>Obrigada.</title><content type='html'>Às vezes, quando estamos muito tempo no meu espaço perdemos a noção.&lt;div&gt;Deixamos a vontade de voar para mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, recordo uma tarde no penúltimo dia de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas chávenas de chá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma conversa a medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E um dossiê cheio de coragem. Muitas perguntas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentei perceber o porquê de tudo aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, de repente, cheguei lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhei para trás. Recordei-te quatro anos antes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ir embora para uma terra fria, sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dessa vontade toda que tinhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quem diria que eras de todas a mais mimada.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E percebes o que digo, como percebes que isto é tão bom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltaste a ir embora porque este país não é para novos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foste. E voltaste. E foste. E voltaste. E foste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sempre que te sentia a ir, sentia-me a ficar para trás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha inveja. Mas uma inveja boa, sabes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrevo estas palavras em forma de qualquer coisa banal porque te devo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo-te o empurrão. Devo-te teres-me aberto os horizontes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo-te a ajuda. Os mails. As traduções. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A paciência quando estavas cheia de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devemos-te todas essa passagem de testemunho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse querer ser mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa transparente insatisfação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A não resignação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se hoje, cheguei aqui, é por tua causa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se hoje, me sinto assim, é por tua causa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se hoje, quero mudar tudo, é por tua causa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isso, é mais uma razão para sorrires.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse poder que tens de mover montanhas. E sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconteça o que acontecer, já me superei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tu acreditaste. Empurraste-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, devo-te um pedaço daquilo que conquistei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amanhã, vou ficar a dever-te um sonho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, se aceitares, pago-te com a minha amizade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eterna.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4016394104475256874?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4016394104475256874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4016394104475256874' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4016394104475256874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4016394104475256874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/03/obrigada.html' title='Obrigada.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1058028232981709903</id><published>2011-03-19T13:50:00.007Z</published><updated>2011-03-19T14:00:56.200Z</updated><title type='text'>Futuro.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-48wLAdg1ULQ/TYS2qI1zt2I/AAAAAAAAALI/DUeOiW6L-tU/s1600/sky.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-48wLAdg1ULQ/TYS2qI1zt2I/AAAAAAAAALI/DUeOiW6L-tU/s1600/sky.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-48wLAdg1ULQ/TYS2qI1zt2I/AAAAAAAAALI/DUeOiW6L-tU/s320/sky.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585790272890189666" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 237px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há precisamente uma semana desci a Avenida da Liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Hoje, voltei a descê-la. Embora não totalmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma semana gritei por melhores condições. Por uma visão de futuro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, o meu coração saltava-me do peito. Por um futuro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma semana preocupava-me com o País.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, preocupava-me com o meu futuro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma semana, senti um orgulho enorme. Uma vontade de mudança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, senti o peso de um grande passo. Uma mudança maior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma semana, tive receio que fossemos poucos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, sabia que apenas eu importava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma semana, enquanto caminhava, senti o poder de uma revolução.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, tinha uma revolução dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje dei mais um passo. De gigante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está um sol de Primavera e não consigo deixar de sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma semana, dei (demos) um passo importante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, dei o primeiro passo do resto da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S. Hoje, podia tocar o céu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-48wLAdg1ULQ/TYS2qI1zt2I/AAAAAAAAALI/DUeOiW6L-tU/s1600/sky.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1058028232981709903?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1058028232981709903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1058028232981709903' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1058028232981709903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1058028232981709903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/03/futuro.html' title='Futuro.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-48wLAdg1ULQ/TYS2qI1zt2I/AAAAAAAAALI/DUeOiW6L-tU/s72-c/sky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8351231238191831949</id><published>2011-03-10T23:12:00.003Z</published><updated>2011-03-10T23:14:34.568Z</updated><title type='text'>Para a rua. porque já chega.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); line-height: 24px; font-family:Georgia, 'Bitstream Charter', serif;"&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Manifesto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;"Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Caso contrário:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; color:initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 24px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8351231238191831949?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8351231238191831949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8351231238191831949' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8351231238191831949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8351231238191831949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/03/para-rua-porque-ja-chega.html' title='Para a rua. porque já chega.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5352520439967999730</id><published>2011-03-03T22:45:00.005Z</published><updated>2011-03-03T23:08:32.576Z</updated><title type='text'>Modern love</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-fy3FplXaUIw/TXAfGUouERI/AAAAAAAAALA/Thchcf5soq4/s1600/love.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fy3FplXaUIw/TXAfGUouERI/AAAAAAAAALA/Thchcf5soq4/s320/love.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579994131791221010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Tenho uma teoria. Sobre relações. &lt;div&gt;Sobre as relações modernas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elas decidem o quando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas decidem o porquê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas  mandam efectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas fazem o que querem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comandam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles deixam-se levar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles aceitam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles sentem-se perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perderam o controlo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isto. Isto dá cabo deles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Consequentemente, elas é que pagam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém disse que o poder trazia felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nota: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que me apetecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando me apetecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se me apetecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este controlo sabe bem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5352520439967999730?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5352520439967999730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5352520439967999730' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5352520439967999730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5352520439967999730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/03/modern-love.html' title='Modern love'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fy3FplXaUIw/TXAfGUouERI/AAAAAAAAALA/Thchcf5soq4/s72-c/love.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4334774319519028670</id><published>2011-03-02T15:25:00.002Z</published><updated>2011-03-02T15:26:13.760Z</updated><title type='text'>Right.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g0374BKWRlU/TW5hjgttNbI/AAAAAAAAAKw/TNgLGBRrspw/s1600/explain.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579504251063580082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-g0374BKWRlU/TW5hjgttNbI/AAAAAAAAAKw/TNgLGBRrspw/s400/explain.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4334774319519028670?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4334774319519028670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4334774319519028670' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4334774319519028670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4334774319519028670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/03/right.html' title='Right.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-g0374BKWRlU/TW5hjgttNbI/AAAAAAAAAKw/TNgLGBRrspw/s72-c/explain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-664502373493692058</id><published>2011-02-24T13:16:00.001Z</published><updated>2011-02-24T13:16:59.758Z</updated><title type='text'>"Fuck you, I'm going to London."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-jsdB-vL_d9Q/TWZaLQq8KtI/AAAAAAAAAKo/R5QztW0v-4Y/s1600/puto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 305px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jsdB-vL_d9Q/TWZaLQq8KtI/AAAAAAAAAKo/R5QztW0v-4Y/s400/puto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577244338045070034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rTbRGxSs6SY/TWZaLCK4rxI/AAAAAAAAAKg/4YHNTaiy6qs/s1600/forever.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rTbRGxSs6SY/TWZaLCK4rxI/AAAAAAAAAKg/4YHNTaiy6qs/s400/forever.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577244334152527634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-664502373493692058?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/664502373493692058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=664502373493692058' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/664502373493692058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/664502373493692058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/02/fuck-you-im-going-to-london.html' title='&quot;Fuck you, I&apos;m going to London.&quot;'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jsdB-vL_d9Q/TWZaLQq8KtI/AAAAAAAAAKo/R5QztW0v-4Y/s72-c/puto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7417147180963309404</id><published>2011-02-22T01:34:00.002Z</published><updated>2011-02-22T01:39:36.020Z</updated><title type='text'>Irritação.</title><content type='html'>Irrita-me isto. Esta vontade de agarrar pescoços e ao mesmo tempo de me prender a ti. &lt;div&gt;Irrita-me como não podes imaginar.&lt;div&gt;Já chega. Hoje estou em pequenos pedaços. E irrita-me mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero-te perto, mas não de volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero-te sentir, mas não te ter.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E irrita-me só este querer absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Absurdo, sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É absurdo, irritante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não sei o que fazer com isto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o não saber que me irrita. A falta de controlo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há dias maus. Hoje é um deles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E fazes-me falta, merda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso irrita-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7417147180963309404?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7417147180963309404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7417147180963309404' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7417147180963309404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7417147180963309404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/02/irritacao.html' title='Irritação.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1111848756297654004</id><published>2011-02-15T01:25:00.003Z</published><updated>2011-02-15T01:31:04.867Z</updated><title type='text'>Hoje.</title><content type='html'>Quero ir hoje. &lt;div&gt;Agora que terminei um ciclo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero ir no próximo instante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que o que me prende aqui também quer que eu voe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrevi "voar mais alto".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu disse-te. Disse-te que um dia ia voar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que não era mulher para me resignar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acomodar. Detesto isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficar à espera não faz parte. Já o fiz demasiado tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Este país não é para novos". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, pelas notícias, não será para velhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje é o dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em que ganho mais um centímetro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em que respiro fundo e sinto o desejo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De tocar esse mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero muito. Quero tanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentir que sou mais do que isto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje é o dia em que decido que quero crescer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vou manter-me firme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É isso: não me resigno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1111848756297654004?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1111848756297654004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1111848756297654004' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1111848756297654004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1111848756297654004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/02/hoje.html' title='Hoje.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-9008098137422587986</id><published>2011-02-13T16:17:00.003Z</published><updated>2011-02-13T16:20:21.820Z</updated><title type='text'>êxtase.</title><content type='html'>êxtase.&lt;div&gt;de olhos fechados. vontades reprimidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e porque não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não posso. não devo. não é correcto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;êxtase.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vontade. à flor da pele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e apetece-me ir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;só porque sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apetece-me o êxtase.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tudo começou com um beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;foi?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-9008098137422587986?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/9008098137422587986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=9008098137422587986' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/9008098137422587986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/9008098137422587986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/02/extase.html' title='êxtase.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1185248042927964091</id><published>2011-02-07T02:32:00.002Z</published><updated>2011-02-07T02:35:14.176Z</updated><title type='text'>Papel antigo</title><content type='html'>Encontrei-te em antigos papéis. &lt;div&gt;Ensinamentos antigos. Palavras partilhadas e sentimentos cúmplices.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encontrei-te aí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E em mais lado nenhum. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em mais lado nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sinto-te assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um papel antigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Guardado numa gaveta, com o qual me cruzo por acaso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, neste instantes, estava a fazer planos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um papel antigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para descobrir de vez em quando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1185248042927964091?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1185248042927964091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1185248042927964091' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1185248042927964091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1185248042927964091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/02/papel-antigo.html' title='Papel antigo'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6800625189211464384</id><published>2011-01-28T10:50:00.000Z</published><updated>2011-01-28T10:51:14.012Z</updated><title type='text'>Paris</title><content type='html'>Pode ser que te encontre por lá :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6800625189211464384?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6800625189211464384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6800625189211464384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6800625189211464384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6800625189211464384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/01/paris.html' title='Paris'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-48065849595412131</id><published>2011-01-26T01:22:00.004Z</published><updated>2011-01-26T01:24:23.188Z</updated><title type='text'>O bichinho está vivo.</title><content type='html'>Faz assim. Com cuidado. Ao de leve, precavendo as complicações. &lt;div&gt;Persistência. Persistência. Persistência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que raio, persistir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É bom saber que ainda aqui estás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando parecia que estavas escondido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pertencer. Com persistência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sabe tão bem...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-48065849595412131?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/48065849595412131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=48065849595412131' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/48065849595412131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/48065849595412131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/01/o-bichinho-esta-vivo.html' title='O bichinho está vivo.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2035763143071977205</id><published>2011-01-21T00:27:00.001Z</published><updated>2011-01-21T00:29:56.382Z</updated><title type='text'>Sim</title><content type='html'>Digo que sim.&lt;div&gt;Que podia ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou a bater à porta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa-me entrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2035763143071977205?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2035763143071977205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2035763143071977205' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2035763143071977205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2035763143071977205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/01/sim.html' title='Sim'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8403330899024894979</id><published>2011-01-18T23:27:00.003Z</published><updated>2011-01-18T23:35:21.009Z</updated><title type='text'>Parar</title><content type='html'>Sabes, há dias mais complicados. Quero que entendas assim: que há meses complicados. E cansaço acumulado. E vontade de desistir e mandar tudo à merda. Sim, gritar para aqueles que não nos ouvem que nós somos melhores do que o vizinho e que não devia ser preciso gritar. Porque sabemos que somos melhores. E piores que outros, claro.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrevo-te porque te vejo entre duas linhas distantes. Na corda bamba. A dançar sem ritmo. E sempre te conheci com ritmo. Com pressa. A correr. Escrevo-te para que congeles um pouco. Só um pouco. Para que possas decidir se queres saltar ou voar. E isto do voo é coisa complicada de se fazer. Mas não és pessoa para complicar, és?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo-te Fernando Namora, para que entendas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Fora de ti há o mundo/ e nele há tudo que em ti não cabe."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8403330899024894979?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8403330899024894979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8403330899024894979' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8403330899024894979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8403330899024894979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/01/parar.html' title='Parar'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6153692435798878694</id><published>2011-01-07T10:57:00.002Z</published><updated>2011-01-07T11:05:58.582Z</updated><title type='text'>A sério?</title><content type='html'>Que estiveste aqui?&lt;br /&gt;Que me abraçaste um dia?&lt;br /&gt;Que disseste um para sempre a medo?&lt;br /&gt;Que nunca me ias magoar?&lt;br /&gt;Que precisavas de mim?&lt;br /&gt;Que me amavas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Not.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6153692435798878694?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6153692435798878694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6153692435798878694' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6153692435798878694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6153692435798878694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2011/01/serio.html' title='A sério?'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2805196223709161315</id><published>2010-12-31T12:56:00.003Z</published><updated>2010-12-31T13:14:09.867Z</updated><title type='text'>Para o baú</title><content type='html'>Não gosto de balanços. Ou melhor, não gosto deste. Mas exige-se que o escreva. Para o guardar, para deixar ir, para ficar ali naquele baú, porque preciso de o fazer.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Começámos a terminar um projecto, com uma visita a uma cidade, à procura de uma casa que já não existia. Mas percorremos tudo. Até que encontrámos uma parede que tinha de ser. Ele tinha vivido ali. Fomos para perto da lareira. E ficámos ali, enquanto adormecemos. Depois, veio o frio. Começámos a gelar. Fui crescendo. Parando aqui e ali a observar pormenores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Emoções. Confusas e necessárias. Parar, largar, aprender, amar. Paixão. Testes, sem tempo. Nervos. Estava a ser posta à prova. Passei, com distinção. Aprendizagem. Descanso. Mimos perto da família. Decisões, sempre a pairar, a pairar ao de leve, como se estivessem apenas a bater à porta, mas não quisessem entrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui, sorri. Voei um pouco naquelas praias desertas. Naqueles finais de tarde a conversar sobre tudo. Relações, enganos, generalizações erradas e tão certas. Porque nós agora somos mais práticas e os homens mais sensíveis. Sim, é isso que está a acontecer. E os homens, pobres coitados, não sabem muito bem naquilo em que, de repente, se tornaram. E aquela bola de berlim, entre sorrisos e partilhas. Numa viagem para Lisboa com desabafos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passo a passo. E as decisões. Precisava de pôr os pesos na balança. Esse mês de todas as decisões. Aquelas que andavam a pairar, lembram-se? E pesei. E reagi. Fuga, cobardia, tempo. Desenlace. Aprendizagem. Gosto desta palavra e pode bem ser a única pela qual realmente me apaixonei neste ano que passa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprendi a erguer muros, que somos nós em relação e nós sem relação com aquilo que restou dela. Confuso? Os pedaços que ficam têm de ser bons. O resto, para o baú. A tal aprendizagem, a que fica. Entre momentos de raiva. De inconsciência. De irracionalidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E decidi no final do ano que vou voar de vez. Vou tentar, pelo menos. Porque a aprendizagem também tem destas coisas. Sabes, não nos podemos queixar e ficar à espera que o mundo nos bata à porta. Não podemos querer ser felizes assim, sem coragem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, acho que é isso. Estou mais corajosa. Tenho medo. Continuo a ter medo. Mas isso não me impede de decidir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabe bem fazer por mim. Sem prisões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O resto, vai para o baú. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2805196223709161315?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2805196223709161315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2805196223709161315' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2805196223709161315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2805196223709161315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/12/para-o-bau.html' title='Para o baú'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5808493130426528408</id><published>2010-12-16T14:20:00.002Z</published><updated>2010-12-16T14:27:00.627Z</updated><title type='text'>Aprendiz</title><content type='html'>O tempo.&lt;br /&gt;"Gosto dos teus lábios."&lt;br /&gt;E um sorriso.&lt;br /&gt;E um beijo.&lt;br /&gt;Parece-me bem.&lt;br /&gt;Ainda bem.&lt;br /&gt;Que aprendi com o tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5808493130426528408?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5808493130426528408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5808493130426528408' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5808493130426528408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5808493130426528408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/12/aprendiz.html' title='Aprendiz'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8932540555191516646</id><published>2010-12-03T18:46:00.004Z</published><updated>2010-12-03T19:05:31.868Z</updated><title type='text'>Na biblioteca</title><content type='html'>Gosto de ler. Não, não têm de ser as opções claramente intelectuais. Não sei se terá alguma coisa a ver, mas sou uma mulher prática e, salvo raras excepções, dispenso o que seja demasiado &lt;em&gt;meaningless&lt;/em&gt; para mim. Isto tudo, porque lembrei-me no outro dia como os pequenos pormenores fazem a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, nunca soubeste ler. Também nunca mo disseste, sendo que não precisaste de o fazer. Lembro-me dos dias de Inverno e Primavera em que me levavas à biblioteca do Parque. O ranger da porta. Um cheiro a livros velhos, a antigo. Um cartão preenchido à mão. Requisições delivros. Lembro-me que, no princípio, era a senhora da biblioteca que as escrevia. Isto quando levava para casa. Porque também me recordo dos dias em que nos apetecia ficar ali, sentadas naquelas mesas redondas, de carvalho já gasto, rasuradas e preenchidas com restos de tinta. Eu lia e tu ouvias-me com atenção. Nunca percebi que não sabias ler. Na verdade, nunca me recordo de ter tirado contigo uma dúvida. Provavelmente conseguias esconder essa falha, incutindo-me a vontade de descobrir. Não me lembro. Fiquei com essas memórias de pequena, em que o cheiro dos livros velhos me deixava encantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes quando percebi? Não, como disse. Nunca mo disseste. Num acto de ingenuidade infantil pedi-te para veres se tinha uma palavra bem escrita quando requisitei um livro. Não deste o braço a torcer. Disseste-me apenas, serenamente: "Pergunta à senhora, que ela diz-te." Eu percebi. Era ingénua, mas esperta. Não disse nada. Não precisei de o fazer. E, agora, que recordo todos esses momentos, não sei como te agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria apenas sorrir para ti, com um olhar malandro, e enrolar o cabelo, para que logo que dissesses em tom de brincadeira: "Larga o cabelo, que estás a enrolar a vida". E se soubesse o que sei hoje, bem que te tinha dado ouvidos. Que possas tu sorrir para mim, agora que leio todos os dias. E que posso escrever para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, volto àquele cantinho. A biblioteca mudou de sítio, mas a porta continua a ranger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8932540555191516646?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8932540555191516646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8932540555191516646' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8932540555191516646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8932540555191516646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/12/na-biblioteca.html' title='Na biblioteca'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6129062313817245968</id><published>2010-11-24T11:51:00.002Z</published><updated>2010-11-24T11:55:22.996Z</updated><title type='text'>Não</title><content type='html'>Nada daquilo aconteceu.&lt;br /&gt;É engraçado como se apagam estórias, não é?&lt;br /&gt;Nunca pensei que fosse assim tão fácil.&lt;br /&gt;Mas, mais uma vez, nunca pensei muita coisa.&lt;br /&gt;Maltida ingenuidade. Da próxima vez já sei.&lt;br /&gt;E o muro está novamente de pé. Para ficar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6129062313817245968?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6129062313817245968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6129062313817245968' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6129062313817245968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6129062313817245968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/11/nao.html' title='Não'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1149453047232143597</id><published>2010-11-22T11:22:00.004Z</published><updated>2010-11-22T14:31:17.272Z</updated><title type='text'>Entre aspas III</title><content type='html'>As pessoas quando gostam, precisam de se tocar.&lt;br /&gt;Palavras sábias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1149453047232143597?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1149453047232143597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1149453047232143597' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1149453047232143597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1149453047232143597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/11/entre-aspas-iii_22.html' title='Entre aspas III'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8817468469617965755</id><published>2010-11-09T12:12:00.003Z</published><updated>2010-12-07T17:51:37.179Z</updated><title type='text'>Entre aspas II</title><content type='html'>Caga e põe ao peito.&lt;br /&gt;Ouvi, interiorizei e pareceu-me ainda melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8817468469617965755?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8817468469617965755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8817468469617965755' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8817468469617965755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8817468469617965755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/11/entre-aspas-ii.html' title='Entre aspas II'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1814737190367046556</id><published>2010-11-03T20:42:00.001Z</published><updated>2010-11-03T20:43:16.409Z</updated><title type='text'>Entre aspas</title><content type='html'>Não acabei de te amar.&lt;div&gt;Ouvi, interiorizei, e pareceu-me uma boa frase.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1814737190367046556?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1814737190367046556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1814737190367046556' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1814737190367046556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1814737190367046556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/11/entre-aspas.html' title='Entre aspas'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5603414031918861723</id><published>2010-10-28T00:24:00.007+01:00</published><updated>2010-10-28T00:57:15.758+01:00</updated><title type='text'>Saudades tuas.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Soube, em conversas que surgem quando menos esperamos, que não quiseste lutar. Desculpa, que não quiseste mais sofrer. Disseram-te o que tinhas e, conscientemente, optaste por não te (nos) fazer passar por aquilo que pensavas ser sofrimento desnecessário. Hoje, sei que se sou parecida com a alguém, só pode ser contigo.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Detestavas estar doente. Tinhas fobia. Desaparecias do mundo e ficavas no teu canto. Soube, naquela conversa, que optaste de forma corajosa - há, de certeza, quem tenha outra opinião -, que não querias acabar assim os teus dias. Conseguiste jantar connosco no dia de Natal e ver-nos a sorrir - ainda que estivesses no teu canto - pela última vez. E guardo de ti, entre memórias felizes, esse dia de Natal, em que todos estavam com receio. Menos tu, que não querias sofrer. Que não nos querias dar falsas esperanças. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sabes, nunca te disse o quanto me fazes falta. Nunca tive oportunidade de o fazer, porque quando esperava voltar a ver-te, disseram-me que já não estavas. "Já?" Não podia ser, porque eu queria-te dar mais um beijo. Mais um abraço. Dizer-te o quanto te admiro. Sim, ainda hoje. Dizer-te, hoje, quantos pedaços de ti vivem hoje em mim. Que me fazes mesmo falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Recordo-me daqueles gritos autoritários quando não te deixávamos estar em paz contigo. E até isso eu guardo com carinho, consegues perceber? Foste cedo demais - não vamos todos? E não me conseguir ir despedir de ti. Espero que me perdoes. Sabes que tenho fobia. Como tu. Que para mim não faz sentido. Não fazia sentido ver-te assim. E espero que percebas que prefiro aquela última imagem do dia de Natal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Guardo de ti a memórias das tuas mãos enormes. Da forma como as esfregavas. Das sardas e dos sinais que as preenchiam. E da tua força. Sei, que nesse ano, herdei também um pouco dessa tua garra. E que ficaste feliz por isso. O Tomás disse que quando morresse queria ser pintado de azul. Preferia o azul ao teu amarelo. Ele tinha cinco anos. E são as coisas que guardo na memória ainda hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Não, não é nenhuma data especial. Hoje, senti-me com forças para matar saudades tuas. Para te recordar de novo, com calma. Serenamente. No meu canto. Pouco tempo depois de saber que decidiste o que querias. E, não me expliques porquê, mas isso deu-me uma imensa sensação de tranquilidade. Estou mais perto de ti agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E, sim, continuo com umas saudades imensas. De quando ralhavas comigo porque me tapava com os lençóis antes de adormecer. Eu tinha medo, ainda hoje tenho. E tu, receavas que sufocasse. Era assim que dizias que me amavas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5603414031918861723?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5603414031918861723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5603414031918861723' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5603414031918861723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5603414031918861723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/10/saudades-tuas.html' title='Saudades tuas.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2275411130457212354</id><published>2010-10-08T12:32:00.000+01:00</published><updated>2010-10-08T12:33:08.076+01:00</updated><title type='text'>Aqui</title><content type='html'>Para saberes que vi.&lt;br /&gt;Para evitar males maiores.&lt;br /&gt;Estou a tratar de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2275411130457212354?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2275411130457212354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2275411130457212354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2275411130457212354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2275411130457212354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/10/aqui.html' title='Aqui'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1664376121584069018</id><published>2010-09-28T13:57:00.001+01:00</published><updated>2010-09-28T13:57:29.562+01:00</updated><title type='text'>Sim</title><content type='html'>Vai passar.&lt;br /&gt;Vai passar.&lt;br /&gt;Um dia vai passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1664376121584069018?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1664376121584069018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1664376121584069018' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1664376121584069018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1664376121584069018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/09/sim.html' title='Sim'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4849862619873815555</id><published>2010-09-26T19:38:00.002+01:00</published><updated>2010-09-26T19:39:16.508+01:00</updated><title type='text'>Assim</title><content type='html'>Obrigada.&lt;div&gt;Por me deixares ficar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, assim, de repente, pareceu-me a mais sincera demonstração de carinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4849862619873815555?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4849862619873815555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4849862619873815555' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4849862619873815555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4849862619873815555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/09/assim.html' title='Assim'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7797612004619773514</id><published>2010-09-22T10:57:00.003+01:00</published><updated>2010-09-22T11:04:51.833+01:00</updated><title type='text'>Sem noção - Deolinda</title><content type='html'>"Quantas vezes julgas alguém&lt;br /&gt;por julgar ter mais do que tem e não ter&lt;br /&gt;a noção de si,&lt;br /&gt;tu não tens a noção de ti.&lt;br /&gt;Quantas vezes queres e não tens,&lt;br /&gt;tantas vezes tens e nem tens a noção do que tens aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu não tens a noção de ti e perdeste a noção de mim.&lt;br /&gt;Tu não tens noção do que tens, de quem és, de quem sou para ti,&lt;br /&gt;tu perdeste a noção de quem gosta de ti.&lt;br /&gt;Gosta de ti sem noção de que o amor tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes penso que tens a noção e a fé&lt;br /&gt;nesses bens que deténs só porque enfim,&lt;br /&gt;tu não tens a noção de mim.&lt;br /&gt;Tantas vezes quis ter também e aprendi não&lt;br /&gt;dando ninguém, só meu que devolvi,&lt;br /&gt;tu não tens a noção de mim e perdeste a noção de ti.&lt;br /&gt;Tu não tens noção do que tens, de quem és, de quem sou para ti,&lt;br /&gt;tu perdeste a noção de quem gosta de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosta de ti sem a noção de que o amor tem fim."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7797612004619773514?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7797612004619773514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7797612004619773514' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7797612004619773514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7797612004619773514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/09/sem-nocao-deolinda.html' title='Sem noção - Deolinda'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-407954468430238920</id><published>2010-09-01T18:09:00.001+01:00</published><updated>2010-09-01T18:10:39.600+01:00</updated><title type='text'>Quero ir.</title><content type='html'>Sair, partir, voar, descobrir.&lt;br /&gt;Quero ir.&lt;br /&gt;Com a certeza de que se precisar de voltar.&lt;br /&gt;Se precisar.&lt;br /&gt;Que não vamos fugir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-407954468430238920?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/407954468430238920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=407954468430238920' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/407954468430238920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/407954468430238920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/09/quero-ir.html' title='Quero ir.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6922859836525984806</id><published>2010-08-02T00:06:00.004+01:00</published><updated>2010-08-02T00:26:33.121+01:00</updated><title type='text'>Na linha do mar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_h-JnXyx8WB4/TFYCjjORSrI/AAAAAAAAAJo/Js2H6OilGzk/s1600/R0010614.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_h-JnXyx8WB4/TFYCjjORSrI/AAAAAAAAAJo/Js2H6OilGzk/s400/R0010614.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500586804653410994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_h-JnXyx8WB4/TFYBxDD-NJI/AAAAAAAAAJg/27FRFc_9cK8/s1600/R0010614.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Começámos com poucas linhas traçadas. Sem espaço para mexer os pés e com um pequeno saco para o lixo. Fomos seguindo até ao mar. Esperámos pelo ferry. Com óculos à venda numa fila quase pequena para tantos vendedores que ali tentavam a sua sorte.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Medusas. Sem golfinhos. Visitámos com pouca vontade aquilo que alguns desejaram construir para ganhar dinheiro. Felizmente, está deserto. Como o deveriam ter deixado. E seguimos para um pequeno paraíso: água clara, banho refrescante, livros, petiscos. Descobertas de sentidos, diferenças, semelhanças. E a língua preguiçosa. A inglesa, entenda-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Praias desertas. Ou quase. Encontros que se julgam impossíveis. Milhares de pores-do-sol (se se pode escrever assim), pelo menos do que me foi deixado captar. Aquele em que a criança brincava com a mãe e tiravam fotografias. Ele só queria nadar. Aquele em que famílias regressavam. Aquele em que a prancha delineava o horizonte. Aquele em que gaivotas procuravam terra. Aquele em que do alto conseguia tocar o sol. Aquele em que, ao final do dia, assistia tranquilamente à chegada dos peixes. Depois de uma hora a puxar cordas. Sim, foram vários.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partilha-se tudo. Até a impaciência matinal. Ou o mau humor. Atura-se tudo. Porque nada tem assim tanta importância. Importa absorver tudo. Guardar tudo em compartimentos que receamos não conseguir encontrar. E escrevemos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversas à noite. Sobre tudo aquilo que nos ocupa diariamente. Não falo de trabalho, porque não tocámos nesse campo. Explorámos as diferenças, as expectativas. E tudo tem mesmo a ver com isto: expectativas. As que criamos. As que imaginamos como reais. As que sabemos que nunca terão lugar. Ou terão, mas faltará sempre o pormenor. As que, de repente, vemos que são partilhadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois é. O amor não é perfeito. As relações não são perfeitas. Sim, o cliché: "nada é perfeito, porque assim perderia a graça". Mas talvez não queira dizer perfeita. Sou um pouco mais de mim quando vejo as coisas de forma mais racional. Eu que nem sou assim. Mas dói menos. E gostei de vos ouvir assim. Sem complexos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostei dos subsídios estatais. Das casas-de-banho gratuitas. Dos parques. Do calor. Daqueles pores-do-sol. Dos finais de tarde. Dos jantares tardios. Do cheiro a terra. Do rolo de papel higiénico. Do chão duro. Do cheiro a mar. Dos litros de água. Dos cremes. Das gargalhadas. Do senhor estranho que tentava adivinhar nacionalidades. Das sardinhas. Da sapateira. Do frio. Do mar. De nos perdermos. De nos encontrarmos. Até daquele nevoeiro estúpido de filme de terror.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6922859836525984806?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6922859836525984806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6922859836525984806' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6922859836525984806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6922859836525984806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/08/na-linha-do-mar.html' title='Na linha do mar'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h-JnXyx8WB4/TFYCjjORSrI/AAAAAAAAAJo/Js2H6OilGzk/s72-c/R0010614.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-446828479973574180</id><published>2010-07-16T20:15:00.004+01:00</published><updated>2010-07-16T20:35:27.802+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ue'/><title type='text'>Embrulho de Verão</title><content type='html'>Pediste-me em silêncio que escrevesse para ti. Sobre aquele fim-de-semana, como tu lhe chamas. Sobre aquele pequeno mundo que vivemos em momentos. Como aquele sol, e os mosquitos que me incomodam. Os insectos voadores, tu sabes. Quando te ris sempre que assobio a uma abelha. Não acreditas. Mas carregas nos botões dos peões nos semáforos. Porque acreditas que eles ficam verdes ao toque. Eu sei, queres que te fale daquele espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles dias deixaram-me sôfrega. Sedenta de mais. De mais espaço. Ali no meio do sol, com o som dos grilos à noite. E as rãs que não encontrávamos. E o mergulho contido, depois do chuveiro antigo, com aquela manivela. Tinha um truque. Que guardaste para ti enquanto me olhavas a tentar, desesperadamente, encontrar água para tanto calor. Mas antes, muito tempo antes, tínhamos já refilado com a lentidão dos empregados no restaurante (sim, somos da cidade). Mas sabe bem um pouco de calma. Só tínhamos que nos habituar ao espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço de que queres que eu fale. Do corpo cheio de água, e calor. De um jantar em que alguém provocava um cão. Furioso. E nós ali, a dividir o peixe. Aliás, dividimos pouco. Comeste o melhor quase todo. Mas soube-te bem e não te quis tirar esse prazer. Podia só ficar ali a olhar para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos os dois o que queremos. O que somos e o que podemos ser. Parados no tempo. Sinto-me assim contigo. Contei-te que no outro dia disse tranquilamente "eu que agora tenho 23 anos". Tinha sim. Mas não agora. Desculpa. Estou a falar de mim e não do espaço. Mas percebes que estamos nós aqui nestas palavras. Nas letras perdidas e baralhadas entre elas. Para que um dia as possa voltar a dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te falar do pequeno-almoço e do Cabo. Do farol. A tua paixão pelos faróis. Dizer-te devagarinho que adorei as geleias (sim, eu sei) e o sumo de laranja. E o sossego matinal. Que cheirei o fundo do mar naquela encosta, que me apeteceu agarrar-me às costas da cegonha e voar um pouco. Não estava frio. Nós não gostamos nada de frio. Digam o que disserem. E podia ter dormido ali abraçada. Encostada a ti, ao de leve. Porque sabes que preciso de me sentir um pouco protegida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de nós assim. No calor. No refresco. No aconchego. Mas tive medo de escrever. Não queria que fosse qualquer coisa. Não me encontrava. Tu conheces bem essa sensação. Sempre que preciso dela, porque preciso às vezes de não me encontrar, acabo por me encolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angustia-me a chegada. O caminho de regresso, mas também sabes isso. Estranho, porque normalmente até gosto do regresso. Só contigo é que não. Mas são horas. Depois passa. E tenho-te a ti. Entre letras perdidas e baralhadas entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci-me de te falar do jogo de cartas. Aquele que eu ganhei, lembraste? Se te disser que foi o meu momento, tu não acreditas. Não foi o jogo. Não foi a vitória. Foi só aquele momento, em que durante uma hora ficámos os dois. Falámos os dois. E estivémos em nós. A falar de banalidades que nos diziam respeito. No fim, demos um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, tivémo-nos. Tal e qual como seríamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-446828479973574180?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/446828479973574180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=446828479973574180' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/446828479973574180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/446828479973574180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/07/embrulho-de-verao.html' title='Embrulho de Verão'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-9158741914126016950</id><published>2010-05-24T01:41:00.004+01:00</published><updated>2010-05-24T01:58:51.229+01:00</updated><title type='text'>Ainda bem que apareceste.</title><content type='html'>Começámos por meros sinais. Não podia adivinhar. Conversas, hesitantes, sobre sentimentos confusos. Relações entrelinhas. Cabeça no ar. Responsável. Não me lembro de cor da primeira conversa. Não decoro todos os pormenores. Mas percebi rapidamente que serias uma pessoa para ficar. Não eras, não és, daqueles pessoas que apenas passam. Não és daquelas com quem consiga não estar. Entendes-me assim? Se te explicar não me vais entender melhor.  Eu sei disso.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebi que tinhas medos. Inseguranças. Que gostas de falar. Que gostas de ouvir. Gosto disso em ti. Quando me ouves até mais não. Quando sabes perfeitamente aquilo que tenho de ouvir. Mesmo que saibas que não o posso fazer. Porque sabes. Acho que nunca te disse, assim, que gosto que me oiças. Que gosto de te ouvir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, sim, é verdade. Às vezes parece que corre tudo mal. Pior, corre mal nos momentos piores. Ironia. Mas fiquei genuinamente feliz quando te percebi feliz. E realizada. Como pessoa. Gosto de te ver feliz agora. Sei que percebes tudo em mim. Mesmo quando não falo. Que entendes o que quero dizer quando digo exactamente o contrário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou para aqui a tentar dizer-te que ainda bem que apareceste. Que preciso de ti. Acho estúpido quando dizem que não é amor, mas amizade. Porque vale tantas vezes mais que o amor. Porque falha muitos menos vezes que o amor, que a paixão. Ainda bem que apareceste. E que me deixas estar no teu mundo. Porque fazes falta no meu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, apesar de já ter percebido isso há um tempo, só agora me deu o aperto no peito. Ainda bem que apareceste.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-9158741914126016950?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/9158741914126016950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=9158741914126016950' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/9158741914126016950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/9158741914126016950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/05/ainda-bem-que-apareceste.html' title='Ainda bem que apareceste.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6946839697061252719</id><published>2010-05-11T00:34:00.005+01:00</published><updated>2010-05-11T00:44:48.952+01:00</updated><title type='text'>Varredor de ruas</title><content type='html'>De manhã, enquanto tomo o pequeno almoço. Fazem barulho, destruindo pedaços de memória urbana. Apitam buzinas de condutores apressados. Mas podia quase desabar o mundo. Encontras no chão tudo o que outros não quiseram. Beatas, pacotes de leite, embalagens de sumo, folhas que caíram. Procuras a rectidão dos passeios e varres de forma linear. Passam por ti e agem como se não estivesses ali, como se fizesses parte da moldura. Imóvel. Mas continuas sem ligar a esses pormenores. Ela costuma dizer: "Eles deveriam receber milhões por terem este trabalho". Surpreende-me que suportes a rispidez do lixo urbano sem luvas para te proteger as mãos. Como se fosse parte de ti.&lt;br /&gt;Sabes, o meu avô também tinha umas mãos assim. Negras do aço. Cheias de vida. De força. Há quem as considere sujas, nojentas. Falta de cuidado. Mas acredito que seja como destruíres um limiar do qual fazes já parte. Sim, é verdade. Tens um ar cansado logo de manhã, enquanto tomo o pequeno-almoço. De manhã, para mim. Para ti é já o fim do dia. Porque te levantaste ainda eu sonhava. Porque viste a cidade nascer e deitar fora tudo o que não queria. E varres. Com as mãos brutas a segurar o cabo da vassoura. Uma continuação de ti. Agarras no caixote verde escuro, tropa. E segues caminho. Para qualquer outra manhã te voltar a encontrar. Desculpa, ao fim do dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6946839697061252719?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6946839697061252719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6946839697061252719' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6946839697061252719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6946839697061252719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/05/varredor-de-ruas.html' title='Varredor de ruas'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7720714308655476495</id><published>2010-04-14T01:06:00.001+01:00</published><updated>2010-04-14T01:08:31.239+01:00</updated><title type='text'>A frase</title><content type='html'>À conversa: &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Eu: Se calhar devíamos apostar nisso...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Ela: Sim, à falta de melhor trabalho e de pirilau...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Dito isto, está tudo dito).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7720714308655476495?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7720714308655476495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7720714308655476495' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7720714308655476495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7720714308655476495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/04/frase.html' title='A frase'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4320111567988033540</id><published>2010-04-14T00:14:00.002+01:00</published><updated>2010-04-14T00:58:38.138+01:00</updated><title type='text'>Quero-te assim.</title><content type='html'>Subimos. Ficámos ali horas, deitados. Entre parêntesis.  Parámos em relação ao mundo. Tocámos. Sentimos. Deixámos os medos de lado. Os melros, os pardais, as abelhas (fiquei calma, eu que nunca fico calma com insectos voadores), aqueles-que-não-sabíamos-dizer-o-nome.  A serenidade entre buzinas distantes e carros apressados para o trabalho. Percorri-te o corpo. Ou melhor, partes de ti. Segredei-te ao ouvido (Desta vez sem palavras, às vezes fico cansada das palavras, do que repetimos sem ter noção. Cansada mesmo).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouviste bem o que te segredei? Guardaste em ti esse instante em que te quis dizer mais, mas que tive medo de te perder novamente? Guardaste em ti o momento em que hesitei dizer o quanto preciso de ti com medo de me dar mais uma vez? Percebeste quando te disse que "não me tinha lembrado de ti" com receio de te esquecer? Entende que tenho medo. De não podermos voltar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse medo construiu um muro. Estou empenhada em fazê-lo cair.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sou capaz de precisar de ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4320111567988033540?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4320111567988033540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4320111567988033540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4320111567988033540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4320111567988033540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/04/quero-te-assim.html' title='Quero-te assim.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8498908926859722920</id><published>2010-04-04T15:21:00.002+01:00</published><updated>2010-04-04T15:28:25.174+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>Chega e estranha sempre o mesmo: procura a língua materna, ouve russo, mas soa-lhe a português. Ouve italiano, mas pensa sempre primeiro na hipótese de ser um português a falar a língua romana. Depois, habitua-se. Uma criança corre ao sol, procura assustar os pombos. Ela percorre as ruas que um dia conheceu, procura o conforto. E encontra. O lugar onde já esteve, que conhece bem, onde se sente um pouco em casa. Ou pelo menos na casa daquele país que não é dela. Mas no cantinho de segurança. Não gosta de viajar sozinha. Detesta. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto porque para quem gosta de falar torna-se imensamente doloroso passar um dia inteiro sem trocar argumentos. Sim, ela não gosta de passear sozinha. Não tem nada de mal. Detesta a solidão. Mas isso também não será novidade. Procura então os lugares que percorreu antes. Procura pormenores, histórias. Os rapazes que chamaram isto, a conversa nas escadas na igreja. O lugar onde almoçaram juntas. Procura tudo isso. E fica a ouvir os sons da língua que não é a dela, mas que ela pensa sempre que pode ser. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma das coisas que mais estranha é o som. E, pode tudo ser magnífico, pode tudo ser esplendoroso, fora do vulgar. Mas não há nada como sentir o frio na barriga no avião de regresso a casa. As mãos suadas de nervos durante a aterragem. É sempre assim. E o suspiro quando o avião aterra. Ela adora viajar. Adora passear. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o regresso a casa, ao porto de abrigo, é a melhor sensação de toda a viagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho dito. Ou tem ela. Tanto faz para o caso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8498908926859722920?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8498908926859722920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8498908926859722920' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8498908926859722920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8498908926859722920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/04/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1599783988349680196</id><published>2010-03-19T18:49:00.001Z</published><updated>2010-03-19T18:51:08.134Z</updated><title type='text'>Conforto.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por isso vem&lt;br /&gt;Se cuidas de mim eu…&lt;br /&gt;eu cuido de ti também&lt;br /&gt;Dentro da minha mão&lt;br /&gt;eu guardo-te bem&lt;br /&gt;Se amarmos do principio&lt;br /&gt;se perdermos tudo outra vez&lt;br /&gt;vou marcar-te bem&lt;br /&gt;como um sonho vão&lt;br /&gt;dentro da minha mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cuidas de mim&lt;br /&gt;eu cuido de ti também&lt;br /&gt;Se vens em paz&lt;br /&gt;eu venho por bem&lt;br /&gt;Se formos bebendo o chão deste caminho&lt;br /&gt;vou guardar-te bem&lt;br /&gt;agora que sei&lt;br /&gt;que não vou sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso vem...&lt;br /&gt;Há uma praia depois sombra&lt;br /&gt;uma clareira para iluminar&lt;br /&gt;Há um abrigo no meio das ondas&lt;br /&gt;tudo é caminho para iluminar&lt;br /&gt;Por isso vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um sonho vão. Os sonhos são isso mesmo, vãos.&lt;br /&gt;E de mim, quem é que vem para cuidar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Lyrics by Tiago Bettencourt&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1599783988349680196?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1599783988349680196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1599783988349680196' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1599783988349680196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1599783988349680196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/03/conforto.html' title='Conforto.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8356907409631094541</id><published>2010-02-24T19:14:00.002Z</published><updated>2010-02-24T19:19:07.719Z</updated><title type='text'>planos para o fim do dia</title><content type='html'>Dizem eles que são pequenos nadas. Que devo esperar. Para assentar. Mas eu não consigo esperar mais e receio deixar-me levar por partes que não quero. E que não anseio. Se estiveres aí, se ainda estiveres livre - como eras -, se achares que realmente não reconheces nada do que fomos em nós - o nós do presente, claro -, se achares isso, pára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é um sufoco assim. E isto não somos nós. Nem partes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8356907409631094541?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8356907409631094541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8356907409631094541' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8356907409631094541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8356907409631094541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2010/02/planos-para-o-fim-do-dia.html' title='planos para o fim do dia'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5540099202373208423</id><published>2009-12-24T01:07:00.002Z</published><updated>2009-12-24T01:16:16.725Z</updated><title type='text'>Criança</title><content type='html'>Estava um dia frio. Gelado mesmo. Pelo menos para quem está habituada ao clima latino. Mas a igreja, por norma também gelada, estava nessa tarde bem quente. As velas, as pessoas, o ambiente. Ouvia-se com atenção o entoar dos cânticos. E reparou numa rapariga morena, de olheiras profundas. Transmitia dor no olhar. Saudade. Tristeza.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela igreja, quente, não conseguiu fixar o olhar em mais ninguém. Apenas naquele olhar, no qual as lágrimas começam agora a brilhar. Não está à vontade, o olhar perdido. Quer o abraço que já não pode ter. Continua a olhar, para cima, para alguém que já não está cá. Cabelos encaracolados, negros. Bem negros. Talvez tenha catorze anos. Pode até ter dezasseis. Vinte. Aquele olhar tem cinco, quatro, três. É um olhar de criança perdida, de saudade dos tempos de infância. De quem procura desesperadamente conforto. Algum mimo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, é Natal. Mas não tem a ver com isso. A perda é recente. E deve doer. Dói. Porque agora deixa que as lágrimas escorram pela face, encosta a cabeça a um ombro amigo. Não seria aquele que procurava. Nem se quer era o ombro que queria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostava de ter tido coragem para lhe dar um abraço. Para lhe dar força. Para que o conforto que ela procura pudesse ser minimizado. Mas limitei-me a olhar. E a chorar também. Arrependi-me de não lhe ter dado um pouco do que tenho. Mas aquele olhar, perdido. Aquele olhar, de criança. Está cravado em mim. Um nó. Bem forte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5540099202373208423?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5540099202373208423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5540099202373208423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5540099202373208423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5540099202373208423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/12/crianca.html' title='Criança'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8526545524332367719</id><published>2009-12-11T01:04:00.002Z</published><updated>2009-12-11T01:07:04.917Z</updated><title type='text'>Linhas</title><content type='html'>Eu até gosto de te ver pela janela. De te sorrir enquanto me esperas. Dizer adeus em tom de provocação porque sei que não vais estar no "até já". Todos queremos o impossível. Mas às vezes, estamos tão perto, tão perto. Que irrita não poder chegar lá.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo quando temos aqueles momentos. Que sim, que são do outro mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É quase impossível. E, por isso, às vezes amarga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8526545524332367719?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8526545524332367719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8526545524332367719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8526545524332367719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8526545524332367719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/12/linhas.html' title='Linhas'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6642918940762540969</id><published>2009-11-17T19:48:00.003Z</published><updated>2009-11-17T20:18:43.985Z</updated><title type='text'>Pela janela</title><content type='html'>Passa os dias à janela. Gosta de observar os detalhes, os pequenos pormenores. Desculpa, os pormenores. Repara no relógio falso da senhora rica que passa sem lhe dizer bom dia. E vê-a todos os dias. Sorri-lhe todos os dias. Mas não recebe um olhar de volta. A senhora rica do relógio falso. É assim que ela a cataloga. O relógio imita a luz do ouro. Falso. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São nove da manhã. Os óculos grossos obrigam-na a franzir as sobrancelhas. Há algum tempo que não tem dinheiro para comprar lentes novas. Já para não falar da armação antiga, acastanhada, fora de moda. Uma armação que a distingue. Mas ela não se importa. Ali, perdida numa pequena rua lisboeta, sim, à janela, percorre olhares e gestos. Gritos e lágrimas. E vê as luzes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida fê-la toda ali. E quem ali mora gosta de lhe sorrir. É como um polícia que lhes dá segurança.Observa. Não deixa escapar nada. Mas não, não partilha as histórias. Fica com elas. Guarda-as. No bairro, diz-se que escreve um livro onde deixa palavras a pintar as folhas de papel. Sabe que o homem trai a mulher. Sabe que a mulher não sabe de nada. Mas que faz o mesmo. E não conta. Sabe que o filho salta pela janela, que fuma, que tem amigos impróprios. Sabe que os pais não sabem. Sabe que o presidente da junta aceita uns trocos para fazer favores. Mas não diz. Sabe que um dos funcionários é informador da polícia. Mas não conta. Sabe que o polícia que investiga o presidente da junta até gosta de ir dar uma voltas aos bares das meninas. Sabe que tudo. Observa. Descobre em si os pormenores da intriga. Faz a história. Mas não conta. Podia ser uma estátua. Mas os olhos, meigos, escondidos atrás dos óculos antiquados, não deixam que assim seja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem as pernas presas. Um acidente de automóvel. Para a vida. Por isso não percebe a senhora rica do relógio falso. Por isso continua a sorrir-lhe à espera que um dia compreenda através dos óculos escuros o que lhe vai na alma. Esta senhora, que ela não conhece, mas que acha ser falsa, é a única que não lhe sorri. Não sabe nada dela. Ela sabe tudo de toda a gente. E queria saber a história desta senhora. Da senhora que passa todos os dias, há dias, há meses, há anos, há duas décadas. Que passa sempre de óculos escuros e cabeça baixa. E tem um relógio falso. Ninguém pergunta. Ela também não. Todos os pormenores menos este.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer acabar o livro. Dizem no bairro. Um dia estendo-lhe a mão, pensa. Ela não sabe nada da senhora rica. O relógio falso é a pista que lhe alimenta a descoberta. Ela não vai sair dali. Um dia abro-lhe a porta. E alimenta a descoberta. Um dia, abrigo-a em mim. E descansamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6642918940762540969?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6642918940762540969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6642918940762540969' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6642918940762540969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6642918940762540969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/11/pela-janela.html' title='Pela janela'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4289341093788018087</id><published>2009-11-01T16:03:00.003Z</published><updated>2009-11-04T01:41:03.056Z</updated><title type='text'>Recados</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tenho de te escrever, essa é a verdade. Mas não o fiz durante algum tempo, não te quis deixar recados, dar-te um pouco de mim. Não o fiz porque achei que não merecias. Foi isto que aconteceu, já to disse, sem reservas, portanto se o ouvires novamente não será uma surpresa.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E, apesar de ter vontade, apesar de já estar a deixar aqui um pouco de mim, continuo à espera. Porque tu estás em dívida. Sabes disso. E eu não me quero voltar a contentar com os espaços. Ou melhor, estou a escrever porque preciso das tuas palavras. Mas não estou a pedir. Porque fizémos esse acordo. E eu detesto pedir. Detesto pedir o que é suposto ter sem ter de relembrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;No essencial, este é o problema. Ter de agir de forma oposta àquilo que sempre defendi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Porque o facto de te amar, de te odiar, ou de te esquecer, não justifica nada disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Porque tu me habituaste assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Porque nós somos isso. Sem isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Desaparecemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4289341093788018087?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4289341093788018087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4289341093788018087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4289341093788018087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4289341093788018087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/11/recados.html' title='Recados'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-145433075844846142</id><published>2009-10-06T01:56:00.001+01:00</published><updated>2009-10-06T01:57:34.360+01:00</updated><title type='text'>Coisa Amar</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times; font-size: medium; "&gt;&lt;pre style="word-wrap: break-word; white-space: pre-wrap; "&gt;Contar-te longamente as perigosas coisas do mar. Contar-te o amor ardente e as ilhas que só há no verbo amar. Contar-te longamente longamente.  Amor ardente. Amor ardente. E mar. Contar-te longamente as misteriosas maravilhas do verbo navegar. E mar. Amar: as coisas perigosas.  Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar. E mar. Contar-te longamente como doi  desembarcar nas ilhas misteriosas. Contar-te o mar ardente e o verbo amar. E longamente as coisas perigosas.                           Manuel Alegre&lt;/pre&gt;&lt;pre style="word-wrap: break-word; white-space: pre-wrap; "&gt;P.S. Contar-te, mais longamente. O sabor do verbo amar.&lt;/pre&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-145433075844846142?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/145433075844846142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=145433075844846142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/145433075844846142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/145433075844846142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/10/coisa-amar.html' title='Coisa Amar'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2938560983836601407</id><published>2009-09-25T12:22:00.001+01:00</published><updated>2009-09-25T12:26:34.688+01:00</updated><title type='text'>"O que há em mim é sobretudo cansaço"</title><content type='html'>O que há em mim é sobretudo cansaço&lt;div align="justify"&gt;Não disto nem daquilo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem sequer de tudo ou de nada:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansaço assim mesmo, ele mesmo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A subtileza das sensações inúteis,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As paixões violentas por coisa nenhuma,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os amores intensos por o suposto alguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas coisas todas -&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas e o que faz falta nelas eternamente -;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isso faz um cansaço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este cansaço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há sem dúvida quem ame o infinito,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há sem dúvida quem deseje o impossível,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há sem dúvida quem não queira nada -&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque eu amo infinitamente o finito,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque eu desejo impossivelmente o possível,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou até se não puder ser...E o resultado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para eles a vida vivida ou sonhada,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para eles o sonho sonhado ou vivido,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para mim só um grande, um profundo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um supremíssimo cansaço.Íssimo, íssimo. íssimo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Obrigada.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2938560983836601407?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2938560983836601407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2938560983836601407' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2938560983836601407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2938560983836601407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/09/o-que-ha-em-mim-e-sobretudo-cansaco.html' title='&quot;O que há em mim é sobretudo cansaço&quot;'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3869184316224120859</id><published>2009-09-24T23:02:00.002+01:00</published><updated>2009-09-24T23:27:46.102+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sabes uma coisa?&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Hoje não me chega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não me chega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E bastava um simples gesto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3869184316224120859?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3869184316224120859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3869184316224120859' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3869184316224120859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3869184316224120859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/09/sabes-uma-coisa-hoje-nao-me-chega.html' title=''/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1183835546651949777</id><published>2009-09-15T11:19:00.003+01:00</published><updated>2009-09-16T01:03:43.661+01:00</updated><title type='text'>Enquanto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando me disseste "um dia", fiquei à espera, abraçada a um conforto que não conhecia, que queria conhecer, mas sim, sabendo, tendo consciência, a saber, que nada pode deixar de ser enquanto é. Agarrei-me a esses pedaços de pequenas coisas que poderiam vir a ser mundo, que ela gostava que fossem, mesmo sem ter a certeza, a saber, nada pode deixar de ser enquanto é. E não foi mais do que isso, que quis ser entre precalços, pedaços, fantasias, as palpitações constantes que acalmas com suavidade, pode deixar de ser enquanto o é. Por isso, o querer, perto bem perto, ser conquistada, acho que sim, que já tinha falado nisso, ela tinha até insistido, com medo, deixar de ser enquanto o é. "Um dia" podem ser instantes, achou ela que seria isso que ele queria dizer, por entre palavras de conforto, suavidade sentida, de ser enquanto o é. Ela dormia entre aspas, sim entre aspas, o resto pairava, suavemente, com delicadeza, ser enquanto o é. Ele fica à espera da definição, do momento em que ela se decida, espera, era ele. As palavras sairam trocadas, enquanto o é. Hoje, ela, ele os dois, ficam a pairar. É. E ponto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1183835546651949777?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1183835546651949777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1183835546651949777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1183835546651949777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1183835546651949777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/09/enquanto.html' title='Enquanto'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1544739698504693590</id><published>2009-09-08T00:53:00.004+01:00</published><updated>2009-09-08T01:04:56.453+01:00</updated><title type='text'>Querer</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há muita coisa que não controlamos. É normal que assim seja, às vezes até agradecemos que se passe assim. Depois, há os dias em que gostávamos de poder gritar, responder, bater mesmo, porque não? Sim, é verdade. Gritamos, pelo menos cá dentro. Sente-se o amargo de boca. Acho mesmo que percebo a ideia de sofrer com as injustiças. Estranho, não é? Irónico, diria antes.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas é melhor que fiquemos por aqui. Não onde ele quer que estejamos. Mas onde ele pensa que nós estamos. Mandar à merda. É isso. Chamar filho da puta. Mas não. Porque há os merdas. E esta vontade imensa de deitar cá para fora. De sentir. É isso, sentir. É bom. Faz-me querer. E isso, poucos se podem dar ao luxo. É engraçado como nunca deixei de querer. É bom sinal, não é? Mandar à merda. E sorrir. Deixar para trás. Um passo atrás. Dois em frente. Porque se ganha assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porque sabe melhor assim. Chamar filho da puta. E no final, depois da confusão. Depois das palavras. Depois das lágrimas. Chamar filho da puta. E sorrir. E pode parecer agressivo. Pode. Mas não é. É facilidade de expressão. Prefiro chamar-lhe isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Felizmente, aquele não é o mundo real. Aquele não é o Mundo. Chamar filho da puta. E pensar no sorriso. Ultrapassar-me. Prefiro chamar-lhe crescimento. Mas é como o amor, é fodido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E é bom. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1544739698504693590?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1544739698504693590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1544739698504693590' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1544739698504693590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1544739698504693590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/09/querer.html' title='Querer'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2012328927800200934</id><published>2009-08-20T01:58:00.003+01:00</published><updated>2009-08-20T02:18:30.790+01:00</updated><title type='text'>Sorriso</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ela acha que tenho medo. Do depois. Do querer tudo. Não pensa nisso sempre. E quando pensa, tenta rapidamente encontrar um assunto mais leve. Porque sabe que não deve. Mas é mais forte. E ela tem medo. Diz-lhe isso, em perguntas, daquelas que desviam a atenção do essencial. Daquilo que não quer pensar. E o sorriso é tantas vezes mais esclarecedor que qualquer palavra. É repetitivo. Mas ela sabe. Sabe-o de cor. Mas não pára. Tem medo. E sabes tu do que ela fala?&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Do querer explodir. De mostrar que está feliz. Que está bem. Que sabe bem o sorriso. Quando mais ninguém entende. E  às vezes o medo paralisa-a. Dá um passo atrás. Mas não deixa de sentir. Sente mais. Tudo mais forte. Mais intenso. Não sabe lidar com isso. Com essa coisa estranha que a assalta. Sim, ela sabe, tem um nome. Mas sentir tudo é já forte demais. E as palavras não esclarecem. Baralham. São irritantes, às vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Podem encurtar distâncias. E isso irrita. Podem aumentar a saudade. E isso irrita. Não podem dar-lhe o sorriso. E isso, isso deixa-a com medo. Com medo.Da fuga. De perder. Sente falta de tudo. Mesmo quando está perto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Ela tem medo. Isso alimenta-a e consome-a. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Se não fosse o maldito sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2012328927800200934?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2012328927800200934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2012328927800200934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2012328927800200934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2012328927800200934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/08/sorriso.html' title='Sorriso'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5671153514137766243</id><published>2009-07-27T08:54:00.002+01:00</published><updated>2009-07-27T09:14:26.922+01:00</updated><title type='text'>Nós (de atar)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div&gt;Podiam ter sido apenas aquelas horas. É verdade, não estava à espera demais. E queria mais. Mas acabou por ser mais em todos os pormenores. Na areia, com o vento a fazer os cabelos ficarem com aquele sabor a sal. Os pés, molhados, entre algas que não se podiam contar. A esplanada, onde estivémos nós e os outros. Nós na bolha mágica. Os outros, não se bem onde andavam. Não perdi tempo a pensar nisso. E partimos, mas ainda não íamos embora. Faltávamos nós. Entre segredos e murmúrios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E voltámos ao porto de abrigo. Entregues à cumplicidade dos gestos e dos olhares. Subimos a serra, descemos a serra. Procurámos cheiros que nos pertencem. Que fazem parte de momentos. Procurámos lugares de memória, entre pedaços de História. Um dia, será a nossa história. Mais simples, claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pegaste no carro e fomos. Disseste-me vou-te levar até nós. Eu sorri e fui clara não quero sair de lá. Disseste que sim, mas foi como o até já. Já sabemos o que quer dizer. E isto não quer dizer nada. Apenas que te amo. Debaixo do manto, aquele onde gostamos de nos enroscar, soube-me a mel. Porque foi mais. E sabia que estavas a dar-te, sem receio. Sem medo. São palavras que se apanham mais depressa num olhar. Não as disseste, não precisavas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as imagens. Aquelas com que eu fico a dobrar, a quadriplicar. Porque sim, porque é suposto. Fico com elas desta forma porque gosto de te decorar. E falávamos de cumplicidade não era? Falávamos de amor, não achas? Ali, a rir de toda aquela infantilidade. É bom sentir que somos ainda podemos ser crianças às vezes. Tu dás-me um pouco disso também. Sem me retirar a responsabilidade. Fazes-me ver em sorrisos e em gargalhadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois partilhámos. Dois pratos, dois copos. E ficámos ali deitados, leves toques. Beijos. Foi apenas isso. E podia ter chegado à conclusão que te queria mais do que nunca. Que te amava até Marte, lembras-te? Podia, realmente. Aquele toque permanente. A textura da tua pele, suave. Aqueles momentos podiam ter-me dado muito mais sinais. Mas a verdade é que eu sei há muito que não preciso de sinais. Não me deixes, dizes tu. Como te digo, sei há muito o que quero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Se leres isto, vais perceber que estou presa a ti. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Deixar-te é missão impossível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5671153514137766243?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5671153514137766243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5671153514137766243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5671153514137766243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5671153514137766243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/07/nos-de-atar.html' title='Nós (de atar)'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8416123912089655160</id><published>2009-07-20T01:40:00.002+01:00</published><updated>2009-07-20T02:00:43.534+01:00</updated><title type='text'>Amor é</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Começaram por pequenos gestos. Ele, inseguro. Ela, sem nada planeado. A cada dia que passava ela questionava-se. Não, não pode ser. (Mas era.) E ele pensava, talvez, sem certezas, isso. Não queria. Queria. Hesitações normais de adolescentes. De crianças, pensava ela. Afinal, aos olhos dos pais, tinham sido acabados de plantar. Inocentes, talvez. Não, eles não eram nada inocentes. Pelo contrário, sabiam bem o que queriam da vida. Eram novos, sim, mas tinham sonhos. Tinham objectivos. E já é ter muito nesta idade. Isto pensavam eles, claro.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;No carro, olharam-se. Olhos nos olhos. Sorriram genuinamente e pensaram porque não? Tinham as malas, os sonhos e os objectivos. Tinham-se um ou outro. Sim, eram adolescentes. E? Poderiam ter de voltar atrás, de procurar um porto seguro. Mas nada os impedia de voar. Sorriram novamente. E partiram sem destino. Mas era um amor cruel. Uma paixão de criança, daquelas que achamos que são para a vida. Encontraram uma pequena casa à beira-mar. Ele encontrou um trabalho. Ela cozinhava para fora. Amavam-se. Aquele amor que não nos deixa respirar. Que consome. Aquela paixão que sufoca. Sabe bem. "É ter com quem nos mata lealdade", não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Criaram um mundo. Uma protecção. Respiravam-se. Sentiam-se. Tinham o dom de se entenderem. Não tiveram filhos. Achavam que o amor assim teria de ser dividido. E aquele era deles. Eles pensavam assim. E até aos oitenta anos tiveram-se um ao outro. Um dia, enquanto dormiam ela despertou. Naquela cama que a tudo tinha assistido, naquele quarto onde se respiraram, cruel não é? Estava a dizer, ela despertou. Passou-lhe a mão na face e disse, muito baixinho, vou-me embora. Vais ter de respirar sem mim. Ele sorriu, pensando ser um sonho. Um pedaço de loucura provocado pela velhice. Ela sorriu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Não acordou mais. Ele beijou-a de manhã. Os lábios frios. E percebeu que teria de aprender a respirar sozinho. Mas já tinha oitenta anos. Era tarde. O amor era adolescente. Ninguém o tinha avisado que seria assim. A dor. Percebem a crueldade de que falava? É uma prisão eterna. E deixamos de respirar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8416123912089655160?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8416123912089655160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8416123912089655160' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8416123912089655160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8416123912089655160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/07/amor-e.html' title='Amor é'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7093887364727769970</id><published>2009-07-08T11:15:00.002+01:00</published><updated>2009-07-08T12:51:56.906+01:00</updated><title type='text'>Ternura</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deste-me o Tejo, levaste-me à outra margem. Já dizemos tudo sem palavras. Sabe bem, não sabe? Entender-te em gestos, em movimentos. E levaste-me ao outro lado. E eu gosto do teu sorriso. Já te tenho dito isto, mais do que uma vez nos últimos tempos. mas se pudesse escolher uma coisa em ti era isso. O sorriso. E o toque na cara. Agora fiquei indecisa. Aquele toque de ternura. Sabes? Entendes esta confissão? Se calhar o tom não é o mais correcto. Não estou a conseguir dizer-te tudo. Mas também sabes que tenho esse problema. Esta ânsia de estar. A urgência. Sim, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples como isto: gosto de ti.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7093887364727769970?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7093887364727769970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7093887364727769970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7093887364727769970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7093887364727769970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/07/ternura.html' title='Ternura'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5362980975208021195</id><published>2009-07-05T13:31:00.000+01:00</published><updated>2009-07-05T13:33:08.201+01:00</updated><title type='text'>(Feitio)</title><content type='html'>Preciso de ser permanentemente conquistada.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É só isto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5362980975208021195?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5362980975208021195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5362980975208021195' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5362980975208021195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5362980975208021195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/07/feitio.html' title='(Feitio)'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1622605121138962883</id><published>2009-06-26T01:31:00.002+01:00</published><updated>2009-06-26T01:49:36.408+01:00</updated><title type='text'>Ponteiros do relógio</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Crescemos em cada minuto que decidimos dar um passo em frente. E podias estar quase à beira do precipício. Não faria mal nenhum. Desejamos leves brisas a sentir o Tejo. Observamos as luzes da margem Sul ao pormenor. Detalhadamente. E, de repente,  ouvimos uma música. E recordo-me de quando tinha por hábito gritar a letra alegremente. E volto a fazê-lo. Sabe bem. E crescemos. Sim, somos um bocadinho mais. Porque demos o passo em frente. Como a letra da música que voltamos a cantar. E temos um sorriso no olhar. Tímido. Mas cúmplice.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E não. Hoje não escrevo para ti. Não que não tivesses estado comigo quando olhei para a margem Sul. Aquela que está prometida. E como a pensar que o ritmo das palavras se repete. Como o som dos segundos do relógio. Mas não. Agora estava a falar da margem Sul. E estava-te a recordar que não escrevo para ti. Embora lá estivesses. Sim, era isso que estava a dizer. E agora tu pensas, estás a falar comigo? E continuo a dizer-te que não. Mas estás no ritmo dos segundos do relógio. Talvez percebas se te disser assim. Se te disser que há coisas simples como os segundos do ponteiro do relógio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E, por isso, acho que crescemos sempre um pouco mais. Acompanhando os ponteiros. Os segundos. Deixando o olhar preso à margem Sul. Como se lá estivesses. Entendes assim? É verdade. Não estou a escrever para ti. Mas continuo a saber de cor a letra daquela música que canto alegremente. E o brilho nos olhos. É isso. Talvez te procure entre pequenos trechos da letra. Como quem quer um para sempre. Sim, talvez seja isso. Quero sentir  a saudade e amar-te para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Mas esquece isso. Porque eu cresço acompanhado o ponteiro dos segundos. E ele faz tic-tac. Sem piedade. E, qualquer dia, sem dar por isso, já tolero tudo. Quando der por isso, qualquer dia, já estou a escrever para ti. Quando isso era tudo menos aquilo que queria. Porque eu cresço com o ponteiro dos segundos. E tu não percebes isso. Agora. Pensas que não. Que não vou já para a margem Sul. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;A verdade, é que fiquei por lá. O olhar perdeu-se. Mas a letra da música, essa, continuo a sabê-la de cor. E como estava a dizer, talvez esteja já a escrever para ti. E talvez esteja a amar-te para sempre. Não é um talvez. Estou a amar-te para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E este é um estado. Não é uma promessa. É crescer com os ponteiros do relógio. É um para sempre murmurado a medo. Porque sim. Porque tenho medo. Se nunca te disse, porque não estava a escrever para ti, ficas a saber por entre os trechos da música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;É isso que te tenho para dizer: que tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E isto é crescer. Ao som dos ponteiros do relógio. E, às vezes, é uma merda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1622605121138962883?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1622605121138962883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1622605121138962883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1622605121138962883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1622605121138962883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/06/ponteiros-do-relogio.html' title='Ponteiros do relógio'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8791754668760356612</id><published>2009-06-20T11:19:00.002+01:00</published><updated>2009-06-20T11:23:22.665+01:00</updated><title type='text'>Quase que dizia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Hoje. Tudo. Posso voar, até.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Feliz. Sim, é isso que sou contigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;O resto, são pormenores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Nós, vivemos dos detalhes. Dos momentos. Quase que dizia amo-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Sim, sou feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E hoje, é dia de te dizer obrigada. Porque me deixaste continuar até ti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Respirar-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Quase que dizia amo-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Quase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E sou feliz assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Com detalhes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8791754668760356612?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8791754668760356612/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8791754668760356612' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8791754668760356612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8791754668760356612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/06/quase-que-dizia.html' title='Quase que dizia'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5370867016216725533</id><published>2009-06-17T23:02:00.001+01:00</published><updated>2009-06-17T23:08:18.841+01:00</updated><title type='text'>A nossa lista</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Times;"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;1. Tirar fotografias instantâneas.&lt;div&gt;2. Ir a um país com História.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. Partilhar um gelado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. Ir ao Eleven (e pagar a meias).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. Dançar um slow.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. Apanhar uma bebedeira. Sorrisos. Dançar sem limites.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. Ultrapassar o medo das rochas com algas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. Ir a um SPA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. Receber uma massagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10. Dormir sem horas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;11. No mar salgado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;12. Dar vida a uma planta. Cuidar dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;13. Passear de barco para a margem Sul do Tejo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;14. Jantar na praia. Com velas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15. Acampar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;16. Banho de hidro-massagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;17. Sauna e rio de floresta. Lá longe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;18. Um livro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;19. Tocar a neve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;20. Um Para Sempre.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5370867016216725533?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5370867016216725533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5370867016216725533' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5370867016216725533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5370867016216725533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/06/nossa-lista.html' title='A nossa lista'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5029626945408544434</id><published>2009-06-09T00:06:00.003+01:00</published><updated>2009-06-09T14:29:43.369+01:00</updated><title type='text'>Para quando te esqueceres</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Acordas e ele está ao teu lado. Levanta-se e dá-te um beijo. Diz que vai ao centro da cidade e que não demora. Que volta para te vir buscar. Porque nunca te abandonaria. Passas o dia sozinha. Vários dias. E recordas apenas o adeus. O beijo de até já. A promessa do regresso que sempre fez questão de frisar. Porque nunca te abandonaria. Porque te ama. Onde quer que esteja.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;E tu, passas os dias à espera. Ele já não vem. Mas nem sempre te lembras. Acordas e pensas que ele já saiu. Mas que regressa. Porque te disse até já. Porque te deu um beijo e disse que regressaria. No teu mundo, vê-lo todos os dias. Despedes-te dele todas as manhãs com um beijo. E um até já. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Ele não volta. Pelo menos como gostarias que ele voltasse. Mas ninguém te pode censurar de amares tanto ao ponto de o sentires por perto. Todas as manhãs. Com um beijo de até já. Dizer-te o contrário é tirar-te o pouco que te agarra a este mundo. É trazer-te a uma realidade que não gostas, a que sentes que não pertences. Todos nós te percebemos. E a vontade de o ter por perto não é só tua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Mas ele já não está cá. Há muito tempo. E digo-te isto assim, porque nem sempre te lembras. Mas não faz mal. A verdade é que tendemos a recordar apenas as coisas boas. E a sua ausência não é uma dessas coisas boas. Ficas, ficamos, com o beijo de até já. Com a promessa do reencontro. Num outro mundo. Nesse que começas agora a construir. E não faz mal que assim seja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;O avô morreu há seis anos. Já não está cá. Já não vai chegar ao final do dia para te vir buscar. Tu sabes disso avó. Às vezes, esqueceste. Mas não faz mal. Nós percebemos. Às vezes, também nós nos queremos esquecer dessa coisa má.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;A partir de agora, quando te esqueceres, lembra-te disto: ele já não te vem buscar ao final da tarde. Mas, esteja onde estiver, deixa-te um beijo e um sorriso de "até já". Porque no mundo que hoje estás a construir, ele está sempre ao teu lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Um beijo da tua neta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5029626945408544434?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5029626945408544434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5029626945408544434' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5029626945408544434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5029626945408544434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/06/para-quando-te-esqueceres.html' title='Para quando te esqueceres'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6809393579409605545</id><published>2009-06-04T11:29:00.003+01:00</published><updated>2009-06-04T11:33:15.391+01:00</updated><title type='text'>Entre aspas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há imenso tempo que me disseste qualquer coisa sobre a importância dos recados e disseste num tom que eu já aprendi de cor. Agora devia escrever por aqui uma frase simpática, e tu dirias romântica, talvez sorrises, e talvez sorrisses por achares que eu tenho medo, não é bem medo, que eu tenho medo do romantismo e da entrega, não é, acho que não é, mas estava a dizer-te que agora devia escrever por aqui uma frase simpática sobre o gostar. Sim, talvez devesse escrevê-la por termos necessidade, quase me apetece dizer urgência, gostas desse sentimento?, por termos necessidade de dizer quer gostamos. Dizê-lo por palavras quando já sabemos dizê-lo por sorrisos. E eu que gosto desse cumplicidade. É preciso que saibas que gosto da cumplicidade e estar a dizer-te isto é muito mais do que falar-te da cumplicidade de um sorriso no meio da multidão que tu traduzes com toda essa intuição. Um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não vou falar de amor.&lt;br /&gt;Nem sequer vou falar de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia falar de tudo. Dos últimos momentos que tenho bebido contigo e que não te tenho dito. Aprendi a não arranjar desculpas sobre mim próprio. Só aquilo que sou sem artificialidades excessivas. Aprendi a ser circunstancialmente neurótico porque ser neurótico significa que me preocupo contigo e que me preocupar contigo significa preocupar-me connosco. Proteger-nos. Proteger-nos com excesso, pois claro, mas com um sentimento simples de espaço vital. Territorial. Hoje quero apenas que saibas que decoro tudo em ti. Mesmo quando não te digo e devia dizê-lo tantas vezes mais. Sou melhor contigo. Consegues imaginar coisa mais simples?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6809393579409605545?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6809393579409605545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6809393579409605545' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6809393579409605545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6809393579409605545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/06/entre-aspas.html' title='Entre aspas'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3548564129471423557</id><published>2009-06-02T15:59:00.008+01:00</published><updated>2009-06-02T16:10:00.201+01:00</updated><title type='text'>Ventoso</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Podia dizer-te tudo da forma mais simples. Entre sorrisos, sim. Seria talvez essa a melhor maneira para dizer que te quero. Desculpa, mas o vento não quer. Não contrario brisas. Muito menos das fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do sol. De dormir com a janela aberta. De não ter calor de noite, de dormir com aquela sensação confortável dos lençóis a cobrir-me, mas sem frio. Nem com calor. Está no ponto certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não vou contra o vento. Ele não quer. Assim, digo-te que te quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma simples.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3548564129471423557?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3548564129471423557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3548564129471423557' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3548564129471423557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3548564129471423557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='Ventoso'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2930585625144385758</id><published>2009-05-20T00:55:00.002+01:00</published><updated>2009-05-20T01:06:06.380+01:00</updated><title type='text'>Pensamentos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sabes, hoje pensei em ti. Podes pensar, sim mas pensas em mim todos os dias. Talvez. Não será uma mentira no verdadeiro significado da palavra. Mas hoje, a maneira de pensar foi diferente. Diferente, não acredito. Sim, hoje quando pensava em ti sorri. Sorris sempre. Não, mas hoje foi diferente, já te disse. Diferente, como?&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Hoje, quis mais. Queres sempre mais, mergulhas na exaustão do possível. Na incerteza do futuro, dizes tu. Não, não é isso, eu não me estou a queixar. Hoje quando pensei em ti, percebi que tinha aquele sorriso apaixonado. Eu gosto disso em ti, da paixão. Não, não percebes, não percebes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Hoje, quando pensei em ti, vi-nos ao longe. Explica, o que queres dizer? Hoje, quando pensei em ti, apaixonei-me outra vez., cada dia me apaixono mais. E? E hoje, quando pensei em ti, percebi que, a partir de hoje, não vou conseguir parar. Não queres? Não vou conseguir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Hoje, quando pensei em ti, imaginei-te comigo, a ver Lisboa no meio do oásis. Daqui a 20 anos. Hoje, quando pensei em ti, senti um tremor de terra. Escondeste-te? Não. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Pensei em ti. Hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2930585625144385758?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2930585625144385758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2930585625144385758' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2930585625144385758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2930585625144385758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/05/pensamentos.html' title='Pensamentos'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2480897969372048422</id><published>2009-05-10T11:48:00.002+01:00</published><updated>2009-05-10T11:52:06.277+01:00</updated><title type='text'>Amor é</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ter quase oitenta anos e deixar os cabelos brancos, compridos, sedosos, serem levados pelo vento, protegidos por um capacete vermelho. É deixar que aquele que sempre nos amou nos conduza numa scooter  vermelha pelas estradas de Lisboa. É deixar-mo-nos ir, agarradas ao seu dorso. É confiar. E quase que podia dizer que vi um sorriso por baixo do capacete vermelho...&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Imaginar isto é uma coisa. Testemunhar é outra. Pode-se dizer que foi o meu momento do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2480897969372048422?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2480897969372048422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2480897969372048422' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2480897969372048422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2480897969372048422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/05/amor-e.html' title='Amor é'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5935380916119571233</id><published>2009-04-29T01:38:00.002+01:00</published><updated>2009-04-29T01:49:46.639+01:00</updated><title type='text'>Em observação</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não que eles gostem de ser observados. Pelo menos assim, directamente. Os olhares cruzam-se, mas os mundos são outros. Ela pensa que poderia estar em Nova Iorque, que poderia estar a um qualquer ritmo alucinante que lhe escapa. Imagina, questiona-se, mas acredita que um dia as coisas boas até acontecem.  Eles, andam distraídos. Percorrem corredores, conversas de final do dia. Dão as mãos e sentam-se no banco, perto das plantas. Eles gostavam de ter um jardim só para eles. Ela, já pensou em comprar flores para o terraço.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Eles lêem e fazem ecoar as palavras. Ela, prefere a escrita. Dá-lhe calma. Eles apregoam a doutrina. Ela, está a mudar. Eles andam aos círculos, mas acabam sempre por voltar ao refúgio. Acabam sempre por escolher o caminho mais fácil. Ela, ela gosta de voar. E gosta de mudanças. Ela gosta de respirar o ar fresco da serra. O cheiro do rio. Ela gosta de sorrir. Gosta de brincar. Ela gosta, acima de tudo, de reconhecer a sensação de mudança. É também por isso que ela gosta de sorrir, já tinha dito que ela gosta de sorrir, não já? Gosta mesmo. É importante não esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Eles ficam ali, perdidos nas horas. Ela, já os deixou. Deixou-os permanecer ali. Foi voar um pouco. Porque quando voltar, eles vão continuar a apregoar  a doutrina, a querer ter um jardim, a escolher o caminho mais fácil. Ela, ela vai saber por que razão não quis nada daquilo. Ela ainda não sabe. Ainda não descobriu. Mas reconhece a sensação de mudança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E não há nada melhor para reconhecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5935380916119571233?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5935380916119571233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5935380916119571233' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5935380916119571233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5935380916119571233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/04/em-observacao.html' title='Em observação'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8930416320590228810</id><published>2009-04-27T01:44:00.003+01:00</published><updated>2009-04-27T02:01:00.664+01:00</updated><title type='text'>Ao pé do rio.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há coisas que não se dizem. Deixa-me corrigir. Há coisas que temos medo de dizer. Por aquilo que representam. Por aquilo que podem induzir na outra pessoa. Pelos pensamentos. Pelas possibilidades. Há essas coisas todas que nos fazem balançar antes de dizer algo mais sério. E eu não te consigo explicar porquê. Não te consigo explicar como é que acontece. Contigo. Mas acontece. Porque nada daquilo que tenho para te dizer me faz parar para questionar se o devo ou não fazer. Nada.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Dentro do nosso mundo, à beira rio ou perto do mar, não há nada que não me sinta capaz de to dizer cara a cara. Podia não ter procurado o suficiente antes. Podia. Mas a verdade é que isto é inexplicavelmente único. Não aquele "único" lamechas de quem quer dizer coisas bonitas só por dizer. Não aquele "único" como quem diz "vou-te amar para sempre". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Um "único" que pertence àqueles momentos. Um murmuro que diz "eu sei, e isto não é cliché, que nunca vou amar ninguém assim". Claro que vou amar. Sem dúvida. Mas, como um dia me disseste, procurarei todos os pormenores que me fizeram feliz contigo. E não os vou encontrar numa só pessoa. E vou-me sentir incompleta. Não para sempre. Apenas momentaneamente. O tempo que demora a encontrar-te de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Não. Não te vou amar para sempre. Mas vou procurar-te para sempre. Em cada pormenor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8930416320590228810?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8930416320590228810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8930416320590228810' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8930416320590228810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8930416320590228810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/04/ao-pe-do-rio.html' title='Ao pé do rio.'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1716882742530419360</id><published>2009-04-22T01:32:00.003+01:00</published><updated>2009-04-22T01:57:06.073+01:00</updated><title type='text'>Ao acordar</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Disseram-me que o acordar define o feitio. Cheguei à conclusão que o meu é misto. Por norma, não tenho mau acordar, mas há situações matinais que me deixam furiosa a dobrar. Acho que faz o equilíbrio. Não acordo bem disposta quando me abrem os estores às três pancadas com uma voz dócil que profere um "vá toca a acordar". A voz é mesmo dócil portanto percebem a irritação. Não acordo bem disposta quando naqueles primeiros dez minutos - em que procuro estar comigo sem que ninguém me chateie - me começam a bombardear com perguntas cujas respostas têm de surgir nos três segundos seguintes. Não, isto é pedir para que se resmungue a resposta. Pior ainda. Porque a seguir vem um "o que é que estás a dizer, não percebo nada", em tom de irritação. Como se eu tivesse a culpa de não querer responder naquele instante. Não acordo bem disposta quando me invadem o quarto à procura de um qualquer objecto que, por não haver mais ninguém em casa que se tenha acusado, seja eu automaticamente culpada por tê-lo feito desaparecer, ou sequer por saber onde está. NÃO TEMOS CULPA DA FALTA DE ORGANIZAÇÃO DOS OUTROS. Este será o sentimento que nos ocorre nos três segundos de raiva seguintes, mas que o sono impede que se transforme em berro. Resmungo e murmuro um "não faço a mínima ideia do que estás a falar". Não acordo bem disposta quando numa manhã de ressaca me incomodam com música bem alta - daquela que se ouve no sexto andar e está a sair das colunas do primeiro - ou quando o velhote do andar de cima resolve pôr o Goucha aos altos berros devido à falta de audição. Eu sei, ele não tem culpa. Mas ouvir a voz do Goucha numa manhã que começa com uma dor de cabeça?&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Tirando isto, os outros dias são de bom acordar. Ensonada. Com o cabelo à Elvis Presley, pavorosa. Sim, tudo isso. O truque é não olhar para o espelho enquanto não sair do banho. Surpreendente. Resulta sempre. Isso e beijinhos matinais. As festinhas no cabelo. O toque suave. Estes podem inclusive deixar-me com vontade de ouvir Variações bem alto no meu Clio. Ou a banda sonora do Rei Leão. Aos berros no carro, com um sorriso gigante. Sim, os senhores no IC19 pensam que sou doida. Mas antes isso que ter mau feitio. Doida mas feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1716882742530419360?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1716882742530419360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1716882742530419360' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1716882742530419360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1716882742530419360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/04/ao-acordar.html' title='Ao acordar'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6607224524998971771</id><published>2009-04-13T03:24:00.003+01:00</published><updated>2009-04-13T03:30:45.386+01:00</updated><title type='text'>Mimos</title><content type='html'>Sabe bem. Fugir. Sair do mundo e perceber que há coisas bem pequenas. E outras tão mais simples. Há a correria. O cansaço. O stress. Mas há a calma. O andar de bicicleta. Os cabelos ao vento numa manhã de sol. E a praia lá ao fundo. O imenso mar azul.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os pequenos momentos são quase tudo. Dão-nos quase tudo. Sim, sabemos que temos de voltar, um dia. Sabemos. Eu sei. Tu sabes. Mas isso não interessa nada. Porque aquela brisa nos cabelos, aquele cheiro do pinhal e a partilha deram-nos mais. Sou mais um pouco de mim. Descubro mais de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isso, sabe bem. Gosto de o fazer contigo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque fiquei a saber que fazia covinhas nos cantos da boca quando resmungo por entre mimos. São coisas simples que me dás.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6607224524998971771?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6607224524998971771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6607224524998971771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6607224524998971771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6607224524998971771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/04/mimos.html' title='Mimos'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7154540835784149395</id><published>2009-03-19T01:00:00.001Z</published><updated>2009-03-19T01:01:23.730Z</updated><title type='text'>Decisão</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não sei quando. Mas vou comprar um baú.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Preciso de um cofre de segurança emocional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7154540835784149395?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7154540835784149395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7154540835784149395' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7154540835784149395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7154540835784149395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/03/decisao.html' title='Decisão'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8127976406318134553</id><published>2009-03-19T00:45:00.001Z</published><updated>2009-03-19T00:47:19.991Z</updated><title type='text'>Contrariedades</title><content type='html'>Porque o nome que mais custa riscar é o teu.&lt;div&gt;A razão é essa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8127976406318134553?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8127976406318134553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8127976406318134553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8127976406318134553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8127976406318134553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/03/contrariedades.html' title='Contrariedades'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-6965363876898492516</id><published>2009-03-10T00:02:00.002Z</published><updated>2009-03-10T00:20:40.813Z</updated><title type='text'>Nada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Não. Estas palavras não vão ser nada do que estás à espera que sejam. Nada do que vou deixar aqui tem a ver contigo. Porque eu nunca me vou prender a ti. Porque eu nunca vou ficar à tua espera. Porque eu não quero isso. E, por isto, é que as palavras não são tuas. Não são para ti. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;São pedaços. De um todo. Que agarras sem querer largar. Uma corda. Frágil, velha, prestes a partir-se com o tempo. Isto sim, é para ti. Para que entendas o que te quero dizer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Quero-te. Mas isto não é para que leias. Não é sequer para saboreares. Não é teu. Não é para ti. O que resta daquilo que te quero dizer é explícito. Tudo o que não é para ti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Apetece-me acabar assim: "Se ao menos me fosse permitido escrever só por escrever, se me fosse possível comunicar sem ter de procurar, quase obrigatoriamente, um objectivo para a comunicação!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E hoje, não consigo escrever assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-6965363876898492516?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/6965363876898492516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=6965363876898492516' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6965363876898492516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/6965363876898492516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/03/nada.html' title='Nada'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3143525354444029537</id><published>2009-02-25T23:48:00.004Z</published><updated>2009-02-25T23:54:02.016Z</updated><title type='text'>Instantes</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Chave na mão. Senta-se ao volante. Chave na ignição. A mala, atira-a para cima do pendura.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;- Não, hoje não levo a tua mala ao colo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;(A mala é gentilmente atirada para o banco detrás)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;- Os homens queixam-se todos do mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;- Por que é que com um carro de quatro lugares eu tenho de ir com a tua mala ao colo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;(Eu diria que a mala poderia ir no chão. Mas é nova! Será que os senhores conseguem perceber esse pequeno e grande pormenor? Quando ela já estiver velha, suja e pronta para ser posta de parte, pode ir para o chão. De outra forma, NÃO!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;(obrigada.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;:)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3143525354444029537?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3143525354444029537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3143525354444029537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3143525354444029537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3143525354444029537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/02/instantes.html' title='Instantes'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-8688972484327080154</id><published>2009-02-25T23:41:00.002Z</published><updated>2009-02-25T23:46:33.216Z</updated><title type='text'>Bater à porta</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há dias assim. Em que o coração bate mais forte. O sangue corre mais depressa nas veias. Há uma sensação incómoda. Ansiedade. Nem sempre má. Os motivos não são maus, é verdade. Mas há incerteza. Há uma segurança interior que não se quer quebrar, na qual se acredita. Há valores e princípios intrínsecos. Ainda bem. Há pormenores que se tornam isso mesmo, pequenas coisas. E há gestos, momentos, tensões, que valem por muito mais. Há o arriscar, o querer mais, o desafio. A vontade de voar. De querer ser mais. Mais livre. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Haja o que houver, valeu a pena viver estes momentos.  Eu vou estar aqui. Isso é certo. Posso ser isto, ou ser mais. Mas não vou sair daqui. Porque há valores. Há princípios. E esses eu não desprezo. Esses valem muito mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E a vontade de sonhar, essa, não a perco nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-8688972484327080154?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/8688972484327080154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=8688972484327080154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8688972484327080154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/8688972484327080154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/02/bater-porta.html' title='Bater à porta'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3427200088540971293</id><published>2009-02-08T01:19:00.003Z</published><updated>2009-02-08T01:36:26.495Z</updated><title type='text'>Baú</title><content type='html'>Escrevo em pequenos blocos. Em cadernos. Em folhas de rascunho. E quero guardar tudo. Eu, pelo menos, tenho aversão a deitar palavras para o lixo. Não gosto. Hoje pus-me a pensar por que razão o faria. E percebi que gosto de recordar. Gosto de remexer as coisas antigas e reviver um pouco aqueles momentos, aqueles instantes. Porque na correria da vida, às vezes, os pequenos pormenores escapam-nos. Os gestos que, inconscientemente, acabaram por nos influenciar.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sou assim. Gosto de sorrir enquanto releio uma frase ridícula. Gosto de chorar enquanto viajo pelas memórias da faculdade, pelos tempos em que ainda não sabia escrever. Gosto de remexer no baú dessas memórias. E, por isso, não gosto de deitar nada fora. Tenho livros de mensagens - inúmeros - quando o telemóvel só tinha memória para 15. Tenho diários à solta numa gaveta. Tenho livros de poemas infanto-juvenis que hoje me parecem estranhos. Tenho palavras soltas em livros dispersos. Tenho as notas. Mas são as minhas palavras. E sei exactamente a que se referem. É bom este sentimento de pertença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esta, é outra das razões porque guardo tudo o que escrevo. Hoje, pus-me a pensar, o que acontecerá a tudo o que eu for escrevendo e guardando ao longo dos anos. As pequenas divagações, os poemas de adolescente, os dizeres de amor, as pesquisas, as notícias, as notas. E pensei que seria maravilhoso, daqui a 100 anos, ter um familiar a remexer no meu baú. Naquele que vou deixar com todas as minhas palavras guardadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ele não vai saber a quem ou a que é que determinadas palavras se referem. Não vai saber para quem foram escritas, com que intenção, com que intensidade. Com que entrega. Provavelmente, nunca irá puder falar comigo. Mas quando remexer as minhas palavras, vai saber que são minhas. E poderá construir-me a partir daqueles fragmentos. Poderá desvendar um pouco mais de mim. Não tenho a ambição de ganhar qualquer Prémio Nobel. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Basta que alguém me encontre no baú. E não deixe morrer as minhas palavras. Para que eu também fique por cá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3427200088540971293?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3427200088540971293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3427200088540971293' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3427200088540971293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3427200088540971293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/02/bau.html' title='Baú'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-906007965930922681</id><published>2009-02-01T23:51:00.002Z</published><updated>2009-02-01T23:58:25.616Z</updated><title type='text'>Aqui</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Foi assim que mudei. Que cresci.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- (Ciúmes.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- Não te assustes com aquilo que te contei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- (Não. Só queria ter lá estado.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- Foi só para desviar a conversa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- (O que eu queria era ter dado esses passos contigo.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- Gosto destes momentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- (Tu não choraste. Eu fiquei a ver as lágrimas a escorrer pela face. Pela minha face.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- Até já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- (Até já. Quando o que eu queria era que hoje pudesses ficar.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;- (Fiquei aí.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-906007965930922681?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/906007965930922681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=906007965930922681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/906007965930922681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/906007965930922681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/02/aqui.html' title='Aqui'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7028474426367665753</id><published>2009-01-29T23:43:00.004Z</published><updated>2009-01-30T00:00:51.106Z</updated><title type='text'>Entrelinhas</title><content type='html'>Sorrisos. Entre copos de vinho. Entre conversas banais, interrompidas. Por sorrisos. Intervaladas por momentos. Gargalhadas. E eu sou assim, transparente. Como o copo que ficou vazio. Ao final do dia, tenho tudo para contar. Descompressão. E do outro lado, há mais. Partilhamos assim um pouco do nosso mundo. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabes bem do que falo. O que quero dizer. O que não digo, mas está lá. Entrelinhas. E sabes que não páro de falar enquanto não me interrompes. E começas tu. Depois, tenho eu de interromper. Mas não faz mal. Nem um, nem outro dispensa os sorrisos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E estou a sorrir. Aquele sorriso. Não sei qual é. Mas sei que é diferente. E não, não é do copo vazio. É mais. Há sorrisos assim. Simples. Infantis. Sinceros. Este meu sorriso é como aquele teu olhar. Genuíno. Sim, eu sei que mais ninguém sabe. E é por isso que está reservado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou dona desse teu olhar. Pertence-me desde que o identifiquei. Gosto de pensar que podemos  ser, pelo menos um pouco, donos daquilo que descobrimos e que todos desconhecem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, como te vejo, acho que não podia ser tua dona. Não queria. Nunca poderia dizer que me pertencias. Mesmo que te tivesse descoberto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, os sorrisos são nossos. Os olhares partilhados. Tu dás-me pedaços de ti. Eu deixo que me respires. Mas ninguém é dono de ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(P.S. Qualquer pedaço de loucura é efeito do copo de vinho vazio)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7028474426367665753?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7028474426367665753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7028474426367665753' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7028474426367665753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7028474426367665753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/entrelinhas.html' title='Entrelinhas'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-436851403852383536</id><published>2009-01-27T10:52:00.001Z</published><updated>2009-01-27T11:00:04.468Z</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Hoje, voltei a ler-te. As tuas palavras. Aquelas que escrevias quando ainda não éramos nós.&lt;br /&gt;E tive saudades. Saudades do tempo em que ainda não éramos nós. E daí, talvez fossemos. Saudades de uma protecção sem segundas intenções. Um acreditar. Era isso. É isso. Faz-me falta essa vontade de sonhar, como tu sonhavas. Como ainda sonhas. Sempre no nível oito. É o teu muro. Eu sei.&lt;br /&gt;Hoje, quando te li, tive saudades. Outra vez. Do teu escrever. Hoje, quando te li, tentei procurar-me nas tuas frases. Mas ainda não éramos nós. Éramos outra coisa.&lt;br /&gt;Pedaços de frases, de palavras, de pensamentos. (Mas o que mais quis foi encontrar-me ali). Mas era cedo. Era outro tempo. Aquele foi o tempo reservado para os olhares, para a leve cumplicidade, era o tempo dos momentos. Das fracções de segundo em que ainda não éramos nós.&lt;br /&gt;Hoje, somos. Já somos nós. E continuo com saudades das tuas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-436851403852383536?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/436851403852383536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=436851403852383536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/436851403852383536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/436851403852383536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-2575858997957664291</id><published>2009-01-19T01:13:00.002Z</published><updated>2009-01-19T01:17:36.779Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(É este barulho de que falas, com que sabes se chove ou não de manhã?É. E tu sabes. Pois sei. Mas lembrei-me agora disso. Senti o mesmo que sentes de manhã. E não há frio. Um sorriso. Um mimo.)&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Porque há coisas assim tão simples. E assim tão boas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-2575858997957664291?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/2575858997957664291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=2575858997957664291' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2575858997957664291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/2575858997957664291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/este-barulho-de-que-falas-com-que-sabes.html' title=''/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7926118292004504458</id><published>2009-01-13T02:12:00.003Z</published><updated>2009-01-13T02:16:50.549Z</updated><title type='text'>O rio</title><content type='html'>"Não falaram enquanto caminhavam; iam ver o rio, isso ambos sabiam. Era o sítio deles. O local sagrado do primeiro beijo, das mãos que se tocavam mais longe, com o tempo, com o frio, que permite relativizar o desejo. Desceram sem cuidados, a terra batida, a serra ao fundo com a moldura de neve, o som do rio."&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;        &lt;/span&gt;em&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; No Silêncio de Deus, &lt;/span&gt;Patrícia Reis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7926118292004504458?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7926118292004504458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7926118292004504458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7926118292004504458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7926118292004504458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/o-rio.html' title='O rio'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4281053006645086448</id><published>2009-01-11T12:35:00.002Z</published><updated>2009-01-11T12:39:57.486Z</updated><title type='text'>Assim</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Beijinhos na boca, arrepios no peito."&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4281053006645086448?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4281053006645086448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4281053006645086448' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4281053006645086448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4281053006645086448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/assim.html' title='Assim'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-3457994273412196246</id><published>2009-01-04T23:07:00.004Z</published><updated>2009-01-04T23:22:51.648Z</updated><title type='text'>O som</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div&gt;Sem planos. Sem tempo contado. Ou mesmo que existisse, não se dava por ele. Percorreram a cidade. Conversaram. Sorriram. Um copo. E dançaram. Devagar. Os corpos balançavam de forma simples. Sorriram. A cumplicidade era evidente. Era mais do que isso. O toque da mão no joelho. A música. Os olhos fechados e o sorriso. Genuíno. Verdadeiro. Tão absolutamente feliz. Ficaram assim. Até irem dormir. Em silêncio. Mas uma ausência de som simples. Tão simples. Ternurenta. Que lhe fez bem. Que a deixou bem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;(He'll look to me and smile&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;I'll understand&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;And in a little while &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;He'll take my hand&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;And though it seems absurd&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;I know we both wont' say a word.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-3457994273412196246?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/3457994273412196246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=3457994273412196246' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3457994273412196246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/3457994273412196246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/o-som.html' title='O som'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-5206007060162792179</id><published>2009-01-02T01:04:00.001Z</published><updated>2009-01-02T01:04:56.497Z</updated><title type='text'>Sim</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quero. Muito. E isso deixa-me perdida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-5206007060162792179?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/5206007060162792179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=5206007060162792179' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5206007060162792179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/5206007060162792179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2009/01/sim.html' title='Sim'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-7778705031752197184</id><published>2008-12-19T01:26:00.004Z</published><updated>2008-12-19T01:35:08.716Z</updated><title type='text'>Fuga</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vinha de carro. A sentir o vento nos cabelos, de cigarro de fora. Estava a chegar perto daquele momento em que poderia eventualmente cair qualquer coisa parecida com uma lágrima. Não devia demorar muito. Mudou de sentido. Fez um telefonema. A resposta foi "sim, quero!". Não pensou duas vezes. Pôs a música alta, alta mesmo. Naquela intensidade em que se ouve apenas o que se quer ouvir. A batida alegre. Foi a cantar. Deu boleia. E seguiu para o lugar combinado. O tempo passou a voar. Conversas. Sonhos partilhados. Desejos. Frustrações. Vontade de voar. Desabafar. Deitar cá para fora. Não a lágrima. Mas a saudade. O ritmo da conversa, sempre alucinante. Porque às vezes o melhor é esquecer, não pensar. Tinha saudades disso. De fugir. Tu estavas lá. E sabes o que isso significou para mim.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Beijo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-7778705031752197184?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/7778705031752197184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=7778705031752197184' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7778705031752197184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/7778705031752197184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/fuga.html' title='Fuga'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4836593903795048088</id><published>2008-12-15T00:06:00.002Z</published><updated>2008-12-15T00:09:32.087Z</updated><title type='text'>Pensamentos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;"É preciso coragem para mudar, começando por nós mesmos. E isso, às vezes, é o mais difícil".&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;"O pensamento é livre como o vento."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Manuel Alegre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4836593903795048088?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4836593903795048088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4836593903795048088' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4836593903795048088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4836593903795048088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/pensamentos.html' title='Pensamentos'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4692551517680902199</id><published>2008-12-12T23:22:00.004Z</published><updated>2008-12-12T23:44:08.572Z</updated><title type='text'>Na rua</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Já pensei várias vezes nisto. No homem que, de vez em quando, dorme num abrigo de uma garagem ao pé de minha casa. Um pequeno buraco onde, há cerca de três meses, este senhor  fecha os olhos, tapado por uma manta, sem deixar que se veja a cabeça. Um dia, vinha a chegar a casa, por volta das sete da manhã e estava este homem - não deve ter mais de 40 anos - a colocar um barrete na cabeça, a ajeitar a roupa suja e velha que tinha no corpo e a juntar os pedaços de cartão que o separaram do frio gélido, passo a redundância, do mármore onde se deitou. Pensei qual será o limite para que alguém tenha de dormir na rua. Sim, há o álcool, há a droga, há isso tudo. Mas as vezes não há nada disso. É o que me parece aqui.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Há o estar sozinho. Uma coisa que me assusta verdadeiramente. Não ter nem se quer alguém que nos abrace e diga - ainda que seja mentira - "vai ficar tudo bem". Hoje, senti medo.  As notícias só falam de crise. Fala-se de apoios, de investimentos, de milhões. Mil milhões de euros. Despedimentos. "O próximo ano vai ser muito complicado". Não vai haver crescimento económico. Salvam-se os bancos. Não se sabe quando terão de se salvar mais. Medo. Acredito que nunca terei de dormir na rua. Mas assusta-me a ideia de o país estar à beira do abismo. Sim, sempre vivemos em crise, é verdade. Mas agora, parece muito mais do que isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Tenho medo. E gostava de ter coragem para descer as escadas, dizer àquele homem para subir, tomar um banho e oferecer-lhe uma chávena de chá bem quente, com torradas. Coragem para falar com ele. Provavelmente, continuaria a dormir na rua. Mas talvez o gesto o aquecesse e não precisasse daqueles pedaços de cartão velho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;(É por isto que sou de esquerda. Diz o Pedro Lomba no DN que é porque recebo mal. Não, não é por isso. O que não quer dizer que receba bem, recebo até miseravelmente.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4692551517680902199?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4692551517680902199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4692551517680902199' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4692551517680902199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4692551517680902199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/na-rua.html' title='Na rua'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4117638362452964150</id><published>2008-12-10T00:04:00.002Z</published><updated>2008-12-10T00:13:04.449Z</updated><title type='text'>Simples</title><content type='html'>Sentada num café, a fumar um cigarro. A ler os jornais. Bloco de notas, caneta na mão. Rascunhos. Ideias. Pensamentos. Frases soltas, palavras baralhadas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhar em redor. Famílias a tomar o pequeno almoço. Velhos a fazer palavras cruzadas. Crianças a brincar perto da água. O tempo está cinzento. À maneira dela, preenche os minutos e as horas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cheiro a castanhas assadas. Não está lá o senhor do costume. Senta-se no muro e olha para cima. Como num filme. "Já te disseram que és linda?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4117638362452964150?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4117638362452964150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4117638362452964150' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4117638362452964150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4117638362452964150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/simples.html' title='Simples'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4677014285534977065</id><published>2008-12-03T00:40:00.002Z</published><updated>2008-12-03T00:47:09.218Z</updated><title type='text'>Gelo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sinto falta do sol de Julho. Dos passeios na Baixa com a brisa morna. Das cervejas geladas em tom de brinde ao pôr-do-sol, com o Tejo a sussurrar segredos lá em baixo. Do calor do Verão. Da praia. Da areia a queimar os pés. De sentar-me à beira-mar a ver o pôr-do-sol. De ter calor. de não precisar de casacos. Do corpo fresco. Dos finais de tarde. Do rio. Dos jantares com vinho tinto. Das manhãs longas. Dos dias intermináveis. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;É irreversível este meu ódio pelo frio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E mesmo em casa, à lareira, enrolada na manta. Faz frio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4677014285534977065?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4677014285534977065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4677014285534977065' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4677014285534977065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4677014285534977065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/gelo.html' title='Gelo'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-4627936182428023416</id><published>2008-12-02T23:24:00.009Z</published><updated>2008-12-03T01:06:48.014Z</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>(Por que é que queremos sempre mais do que aquilo que realmente podemos ter?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou melhor, por que razão estúpida não contentamos com as coisas simples e boas?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;:)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-4627936182428023416?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/4627936182428023416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=4627936182428023416' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4627936182428023416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/4627936182428023416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18888171.post-1579902681801398686</id><published>2008-12-01T21:58:00.004Z</published><updated>2008-12-01T23:11:13.944Z</updated><title type='text'>Quando eu era pequenina...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;div&gt;(Relato de mãe)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Três anos de idade. Estava muito concentrada em qualquer actividade de uma pequena criança. Irritada, sai-me com clareza "Porra!". A minha mãe, muito preocupada com a minha linguagem diz com carinho: "Oh filha, não digas porra que é uma palavra feia. Quando estiveres mesmo chateada diz "bolas!".&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Abanei com a cabeça. Mas o que ouvi deve-me ter saído a 200 à hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Continuei concentrada. E irritei-me novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Como criança cautelosa, tirei as dúvidas com a figura materna: "Mãe, era méda ou porra?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Sempre perspicaz :)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18888171-1579902681801398686?l=reflexodoimaginario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/feeds/1579902681801398686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18888171&amp;postID=1579902681801398686' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1579902681801398686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18888171/posts/default/1579902681801398686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexodoimaginario.blogspot.com/2008/12/quando-eu-era-pequenina.html' title='Quando eu era pequenina...'/><author><name>Catarina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16115764018933476358</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
