Mesmo quando temos aqueles momentos. Que sim, que são do outro mundo.
É quase impossível. E, por isso, às vezes amarga.
Ousar ser algo mais do que uma presença no mundo. Ousar escrever o que me corre no sangue. Ousar ser diferente.
Contar-te longamente as perigosas coisas do mar. Contar-te o amor ardente e as ilhas que só há no verbo amar. Contar-te longamente longamente. Amor ardente. Amor ardente. E mar. Contar-te longamente as misteriosas maravilhas do verbo navegar. E mar. Amar: as coisas perigosas. Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar. E mar. Contar-te longamente como doi desembarcar nas ilhas misteriosas. Contar-te o mar ardente e o verbo amar. E longamente as coisas perigosas. Manuel Alegre
P.S. Contar-te, mais longamente. O sabor do verbo amar.